REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL: PRISÃO E PERIFERIA

“Pro boy a causa é o código fora de época
O cuzão quer pena de morte, prisão perpétua
Acha que com menor cumprindo como adulto
Não vai ter na CNN político do Brasil com furo
Aposta na repressão, na polícia hostil
Um gambé me torturando num terreno baldio
Enquanto era pobre desfigurado no caixão preto
Vale o ditado: no cu dos outros é refresco
Hoje Deus anda de blindado, cercado e protegido por dez anjos armados
A pomba branca tem dois tiros no peito, dois tiros no peito
O ladrão de seis galinhas tá no presídio
O banqueiro tá livre porque tem endereço fixo
Sonha que o congresso vai aprovar lei mais severa
É o mesmo que o deputado atirar na própria testa
Não vejo um puto lutando pra favela ter escola
Só pra me trancar e jogar a chave fora
Facção Central – Pomba Branca

10295562_473032396165799_4102980726053767512_oA Frente Autônoma de Luta por Moradia é um coletivo que atua diretamente na periferia e nos movimentos sociais.  Cotidianamente vemos que o desrespeito proporcionado pelo Estado a todos os direitos da população pobre é uma realidade latente, vergonhosa e violenta. Do povo pobre, o Estado retira sua condição digna de sobrevivência através da negação do acesso aos direitos básicos como educação, saúde, cultura, moradia, transporte e lazer. Os/as jovens, na sua imensa maioria negros/as, dificilmente têm uma infância que lhe conceda uma estrutura mínima e já desde muito cedo, em muitos dos casos, necessitam ajudar na geração de renda da família – nos casos em que há uma. Ou seja, são excluídos/as da infância e perdem grande parte da vivência cultural. No Brasil, há uma alarmante naturalização do trabalho infantil. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2013 mostram que, em todo o país, 3,1 milhões de crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos trabalham e 486 mil deles/as têm menos de 13 anos. É fundamental considerar que, em grande parte, são trabalhos informais, mal remunerados e extremamente precários. Sem assistência social, são condenados/as por serem o elo mais frágil do sistema, tornando-se as principais vítimas de toda a desigualdade social. Diante dessa realidade, a criminalidade não raramente torna-se uma fuga mais imediata na busca por dinheiro, status e acesso ao consumo.

Os meninos e meninas pobres da periferia, são tanto reféns como o alvo predileto da repressão estatal. A crescente onda conservadora estimulada pelos setores mais reacionários da sociedade, insuflados pela mídia burguesa e bancadas retrógradas (como as religiosas e da bala), criaram o roteiro para a institucionalização da criminalização de menores. Esquadrões da morte assassinam milhares de crianças de rua todos os anos.

Vivemos a era do imediatismo burocrático, que tenta resolver problemas de fundo social e econômico através dos seus efeitos e nunca pelas causas. Vivemos a explícita declaração de guerra ideológica contra os movimentos sociais em luta. O abismo que se abriu entre os poderes públicos, capital e povo fica cada vez maior, enquanto a periferia grita por direitos.

Esta lei de decisão autoritária da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, e a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171/93, que visa reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, representa o mais puro retrocesso em relação a conquistas fundamentais como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que acaba de completar 25 anos.

Na nossa visão, as ações parlamentares não representam a realidade de seus argumentos e nem as suas esperanças de sucesso. Apenas comprova-se a insuficiência da democracia representativa no peso em que tais medidas passam num cenário de golpe. Não se pode deixar de ressaltar que as prioridades dos governos continuam seguindo a lógica dos interesses econômicos privados. As prisões terceirizadas já estão sendo construídas mediante parcerias público-privadas (PPPs), numa lógica em que o aumento do encarceramento reduz os seus custos. A privatização das penitenciárias escancara um modelo de total incompetência da gerência pública no sentido de evitar um desastre social. Não existe cidadania no Brasil e o direito à cidade ainda é um sonho distante. A segregação sócio-espacial torna cada vez mais as áreas urbanas centrais em privilégio de uma minoria rica. A lógica higienista segue transformando o espaço através da exclusão e, cada vez mais, intensifica a barbárie através da detenção. O poder de justiça do Estado não mais é delegável. A punição e o monopólio da violência permanecem na parceria com o capital. Sem falar do trabalho semi-escravo orientado pelos consórcios de empresas e PPP onde as leis não são regidas pela CLT, mas pelas regras da Execução Penal (LEP), de 1984. Os deputados da Comissão também são investigados nas suas ligações com estes consórcios.

Os/as jovens presos/as, longe de serem ressocializados/as, terão suas penas vencidas, direitos expropriados e serão agregados/as a uma massa populacional que gradativamente cresce. Eis o novo produto, o objeto humano. Enquanto as crianças e adolescentes tornam-se as vítimas em potencial desse descaso total da reprodução da violência vinda de cima, é sobre as mulheres, mães pobres e negras na grande maioria, que recai a culpa. O patriarcado exige que a plena responsabilidade de cuidar dos/as filhos seja cumprida pelas mulheres. Se está em uma de suas jornadas de trabalho e o/a filho/a na rua: a culpa é sua. Se deixa de trabalhar para ficar em casa cuidando dos/as filhos/as e estes/as precisam ajuda-la com a renda: novamente a culpa será sua. Essa é a realidade gritante nas favelas e periferias e, quem acumula um maior número de opressões sobre as suas costas, acumula também maior sentimento de culpa, desespero e frustração. Será que é tão difícil perceber a origem da criminalidade!?

Nós, da Frente Autônoma de Luta por Moradia, coletivo composto por militantes de movimentos sociais, repudiamos a redução da maioridade penal porque sabemos claramente quem serão as suas vítimas: as próprias vítimas do capital, jovens moradores/as de periferia, afastados/as de quaisquer direitos desde o berço.

Em Santa Catarina, o déficit habitacional é cerca de 200 mil moradias. Em Florianópolis, são quase 30 mil famílias que vivem sem teto ou em condições precárias. Vemos na luta por moradia, tendo as ocupações como ação direta, um modo de lutar contra a exclusão e a criminalidade, contra a opressão do aluguel e da falta de renda. Essa luta vai muito além de uma questão de suprimento de necessidades básicas, ela é a resistência política e econômica à dinâmica de exclusão sistemática do povo pobre e favelado.

Contra o retrocesso social!

Contra o aprisionamento do nosso futuro!

Contra a redução da maioridade penal!

FRENTE AUTÔNOMA DE LUTA POR MORADIA

FLORIANÓPOLIS, 15 DE JULHO DE 2015


Ação direta para a transformação da cidade

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Iniciativa do GRUPO ERRO de intervenção urbana, o coletivo atua através da construção de situações, a invasão do espaço público e a diluição da arte no cotidiano. Nessa prática situacional, o ERRO interfere nos fluxos cotidianos, na paisagem urbana e nos meios de comunicação, procurando outros modos de viver e de inserção na cidade.

Neste mês, o grupo realizou uma série de debates públicos, dentre eles, um especificamente sobre a questão dos fluxos migratórios, ocupação e moradia.

As possibilidades de moradias no espaço urbano estão cada vez mais escassas para as classes menos favorecidas nas metrópoles atuais. Moradias populares se concentram nas periferias, distantes dos grandes centros urbanos. As políticas públicas para a cidade segregam e distanciam as possibilidades de convívio social.

Gentrificação. Como contraponto a esta situação surgem movimentos de ocupação, que vêm crescendo em número e visibilidade ao demandarem novas políticas para a habitação de alguns espaços que deveriam e poderiam servir para moradias públicas. Os movimentos sociais demandam o direito a cidade.

Paralelamente a este panorama, os fluxos migratórios, que ora eram compostos por brasileiros de norte a sul, se expande para uma realidade de imigrantes de outros países. Como são vistas as dificuldades e possibilidades desses dois movimentos distintos (ocupação e fluxos migratórios) dentro de uma política estatal? Como recebermos o estrangeiro, e convivemos uns com os outros harmonicamente, independentemente de nossas classes sociais e origens, visto que somos todos estrangeiros em Pindorama?

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Convidados confirmados: Representantes da Frente Autônoma de Luta por Moradia (FALM) e da Comuna Amarildo.


Autopista Litoral Sul: o inverno dos direitos

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Uma nova cena abre novamente a novela da duplicação da BR 101, sentido sul em Santa Catarina. Uma ação de despejo na Palhoça/SC pela duplicação da rodovia, atingindo comunidades indígenas e moradores, prejudicarão toda uma região conurbada em comunidades. O descaso dos governos federais, estaduais e municipais compromete a vida de trabalhadoras e trabalhadores que não podem voltar para o aluguel e nem trabalhar nas proximidades.

Os primeiros atingidos foram as comunidades indígenas do Morro dos Cavalos, em Palhoça onde moradores foram desapropriados de suas terras que ainda são questionadas como área demarcada pela Funai. A questão da demarcação de 1.983 hectares pela Funai ainda gera resistência dos movimentos sociais e uma acirrada disputa das elites locais que visam interesses lucrativos na região. Toda a área, composta de comunidades indígenas, pescadores e pequenos agricultores são ameaçados de desapropriação. Sem falar do intento de movimentação dessas empresas em jogar a discórdia entre moradores e comunidades indígenas em relação às terras.

O crescimento da região alavancada pelo ritmo do mito da atração turística “natural” da capital catarinense e pela vitrine de melhor IDH do país e qualidade de vida, evidencia um rápido processo de aceleração do setor privado causando verdadeiros impactos na exclusão social de comunidades nativas inteiras, gerando bolsões de pobreza. O avanço da urbanização descontrolada refletem como o uso e ocupação do solo é administrado. A inércia de políticas públicas em relação ao uso e ocupação do solo urbano caracteriza seu atrelamento com o setor privado.

Nesse contexto, as desapropriações desse empreendimento, Trecho Sul, entre Florianópolis/SC e Osório/RS, está sendo administrado por mãos estrangeiras, como a Autopista Litoral Sul, “uma das nove concessionárias da Arteris, concessão que administrará e conservará o trecho por 25 anos, em leilão realizado em 9 de outubro de 2007, com contrato assinado em 14 de fevereiro de 2008 e prevê investimentos de R$ 3,1 bilhões durante sua vigência de 25 anos, incluindo a operação das rodovias.” (site da Autopista Litoral Sul)

Esta empresa multinacional pertence à Obrascon Huarte Lain S/A (OHL). Trata-se de um grupo de construtores e de concessões da Espanha que detém 60% da OHL Brasil. A Obrascon é a maior companhia em extensão de rodovias administradas no Brasil tendo como subsidiárias listadas: Autovias, Centrovias, Intervias, Vianorte, Autopista Planalto Sul, Autopista Litoral Sul, Autopista Fluminense, Autopista Fernão Dias e Autopista Régis Bittencourt.

E a Autopista Litoral Sul faz essa ligação Curitiba-Florianópolis, composta por trechos do contorno de Curitiba, pela BR-376 entre Curitiba e a divisa entre os estados do Paraná e Santa Catarina, e pela BR-101 até Palhoça, na Região Metropolitana de Florianópolis. Nove concessionárias do grupo administram rodovias nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro onde vivem 43% da população que resultam em aproximadamente 65% do PIB do Brasil. Ou seja, um lucro acima da média, já que suas veias rodoviárias chegam estrategicamente nos principais pólos de alta tecnologia e de agronegócios do Brasil.

Processos de desapropriação já se iniciaram na região e no entorno de todo o projeto das concessionárias. Comunidades como do Pontal, às margens da BR-101/SC, no
município de Palhoça/SC, onde ocorreram perdas sociais irreversíveis. Precisamos avançar no fortalecimento das frentes de resistência ao chamado “progresso” que vem passando autoritariamente por cima de leis, de planos diretores (quanto existem ou a sociedade civil é consultada), sem esquecer de projetos mirabolantes de Eike Batistas sobre resorts de alto nível na Enseada do Brito e nos municípios de Garopaba e Paulo Lopes (megaempreendimentos de aereoportos, marinas, etc). Tudo em nome do desenvolvimento e do progresso urbanizado.

Quanto vale uma moradia (teto, acesso á cidade, saneamento básico, educação, serviços básicos, mobilidade)? Quanto vale uma autopista?

Povo mobilizado em Palhoça pelo direito à moradia na contramão das remoções na Grande Florianópolis!

Mais casas e menos politicagem!!

FRENTE AUTÔNOMA DE LUTA POR MORADIA

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/OHL

http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2015/06/contorno-viario-tres-ordens-de-despejo-em-palhoca-sao-suspensas-pela-justica-4777825.html

http://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/261746-justica-definira-indenizacoes-de-propriedades-atingidas-pelo-contorno-viario-de-florianopolis.html


1º de Maio, o dia em que a classe trabalhadora ergueu sua bandeira

“Era trabalhador, pegava o trem lotado
Tinha boa vizinhança, era considerado
Todo mundo dizia que era um cara maneiro
Outros o criticavam porque ele era funkeiro
O funk não é motivo, é uma necessidade
É pra calar os gemidos que existem nessa cidade
Todo mundo devia nessa história se ligar
Porque tem muito amigo que vem pro baile dançar
Esquecer os atritos, deixar a briga pra lá
Mas naquela triste esquina, um sujeito apareceu
Com a cara amarrada, sua mão estava um breu
Carregava um ferro em uma de suas mãos
Apertou o gatilho sem dar qualquer explicação
E o pobre do nosso amigo, que foi pro baile curtir
Hoje com sua família, ele não irá dormir!

Era só mais um Silva que a estrela não brilha
Ele era funkeiro, mas era pai de família” – Rap do Silva, MC Marcinho

falm 001Esta data tão importante para os bilhões de trabalhadoras e trabalhadores que existe no mundo, virou mais um feriado como qualquer outro. Pior, em alguns casos, uma festa. Por causa disso, nós da classe trabalhadora, lutadores sociais contra todas as formas de exploração e opressão, dizemos que não! Chega de escravidão assalariada, chega de pobreza e miséria, que dia-a-dia nos condicionam cada vez mais às piores condições humanas. Todas as lutas e bandeiras devem se juntar num só punho e gritar neste BASTA!

A batalha cotidiana, de mulheres e homens, jovens e idosos, negros, índios, sem-teto, sem-terra, estudantes, em que muitos perderam suas vidas mas ganharam nosso respeito e força. Nossa sociedade é o resultado do sistema capitalista que apenas reproduz mais misérias. O Estado e o Capital nos prometem qualidade de vida, mas nos dão desigualdades sociais.

A Frente Autônoma de Luta por Moradia se mobiliza com os mais oprimidos pelo sistema e chama a todas e todos a resistir contra a lógica do Capital, à política de segregação, pela falta de moradia, terra, trabalho e contra a repressão do Estado.

Dia de memória e luta
Pela construção do poder popular

Se não há igualdade para os pobres
Que não haja paz para os ricos
Roda a baiana, fala mais alto
Desce do morro e ocupa o asfalto

FRENTE AUTÔNOMA DE LUTA POR MORADIA


Entrevista com o professor Werner Kraus, sobre o trasporte público de Florianópolis

Entrevista com o professor Werner Kraus Junior sobre o aumento das tarifas em Florianópolis, construção do teleférico e sobre a proposta de tarifa zero.

Werner Kraus Junior é professor no Departamento de Automação e Sistemas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e dedica-se à pesquisa em engenharia de tráfego, principalmente nos temas ligados ao transporte público.

Entrevista com o professor Werner Kraus, sobre o trasporte público de Florianópolis. from Vinicius (Moscão) on Vimeo.

Protestar não é crime! Contra a criminalização dos pobres e dos movimentos sociais!

As Jornadas de Junho de 2013 marcaram para sempre dias de luta popular em todo o país, com colossais manifestações e o povo nas ruas. O poder público, munido de forte aparato repressivo exerceu sua função desrespeitando direitos conquistados pela luta das trabalhadoras e dos trabalhadores, perseguindo militantes de movimentos sociais e estudantes. Cumprindo sua agenda de militarização, entende-se mapeamento e incriminações, em todas as capitais o 1° de abril foi relembrado para refletir sobre os efeitos do golpe civil e militar de 1964, onde denunciamos as ameaças que companheiros e companheiras vem sofrendo por parte da elite da Grande Florianópolis, grandes empresários, do ramo da especulação imobiliária, das corporações militares, estaduais e federais e de políticos corruptos.

Praticamente após as ocupações organizadas na Grande Florianópolis, a grande massa de famílias de sem-teto, intensificando a luta por moradia, por terra, por trabalho e por melhores condições de vida, vem pressionando o Estado a tomar uma atitude. O fortalecimento dos movimentos sociais de perspectiva transformadora, nos últimos meses, vem enfrentando ameaças na tentativa de desestabilizar as lutas dos movimentos sociais combativos.

Santa Catarina, especialmente, é um dos estados mais conservadores do Brasil, e por isso, a lógica política vem sendo consequentemente a da repressão com forte cunho político e ideológico. Os movimentos sociais em luta não podem deixar de denunciar estes abusos e a formação de um Estado de Exceção em plenos direitos democráticos. Protestos populares são tratados como crime. A desmilitarização das polícias deve ser levada à discussão para toda a sociedade. Todo apoio às ocupações urbanas que estão ameaçadas pelo poder público, estudantes que estão sendo perseguidxs após a ocupação da reitoria da UFSC, sindicatos que sofrem processos pelas greves, por tudo isso, a Frente Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais, está reunindo entidades, movimentos, coletivos, organizações e partidos de esquerda, para este ato.

Toda solidariedade e apoio! Estamos de olho às ameaças!

Abaixo o terrorismo de Estado!
Contra a criminalização dos pobres e dos movimentos sociais!
Protestar não é crime!

NÃO SE INTIMIDAR,
NÃO DESMOBILIZAR.
RODEAR DE SOLIDARIEDADE AS/OS QUE LUTAM!

FRENTE AUTÔNOMA DE LUTA POR MORADIA


Campanha do Agasalho para Ocupação Palmares

A Frente Autônoma de Luta por Moradia está lançando esta campanha em vários pontos da cidade para que pela rede de apoio e demais setores sensibilizados se solidarizem. As famílias ficarão gratas e aquecidas com casacos, sapatos, acessórios para frio (adulto e infantil) e principalmente cobertores.

Alguns pontos de coleta já estão funcionando antes da campanha:
- DAOM e DART na UDESC
- CALCS, CALIGEO e CALPE na UFSC.

Rede de Apoio – FALM

frenteautonoma@riseup.net

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FALM Convida!

Mesa de Debate a “Luta por Terra e Moradia na Grande Florianópolis” com Frente Autônoma de Luta por Moradia – FALM, MUP, Ocupação Contestado, Ocupação Palmares e Ocupação Amarildo.
Quando: 13.03 (Quinta-Feira)
Horas: 18hs
Onde: Auditório – FAED/UDESC

 

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Nota de repúdio à matéria do Notícias do Dia

(Matéria no link: http://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/148022-floram-e-tropa-de-choque-derrubam-casa-no-macico-do-morro-da-cruz.html)

Muito ruim esta matéria tendenciosa do Notícias do Dia/RIC que além de desinformar a população sobre a situação dos moradores e moradoras do Maciço do Morro da Cruz, que há mais de um ano tentam dialogar e fechar um acordo com a PMF, tem suas portas fechadas porque são pobres e marginalizadas. Além disso, o que está sendo veiculado não é verdade. Em primeiro lugar, a área não é APP como afirma o título, já que não se sabe o que caracteriza o terreno pois não há leitura técnica comprovada. Este terreno já foi destinado para moradia popular via obras do PAC2 – mas nada foi feito até hoje! Em segundo lugar, jamais houve sequer uma notificação ou “mandato administrativo” como afirma o fiscal da Floram (reproduzido incontesti pelo Comandante da PM) naquele espaço. Todas as invasões da PM e as destruições das casas estão sendo feitas sem mandado judicial ou do poder executivo, o que demonstra uma total irregularidade no trâmite operacional por parte do Estado. É inaceitável que uma força truculenta de mais de 10 camburões, tropa de choque e PM venham apontar fuzis e cacetetes contra uma população desarmada, crianças e famílias inteiras. Na tarde de sábado, a PM usou da sua força para agredir moradoras e moradores com balas de borracha, spray de pimenta e cacetadas. Violência efetivada sobre famílias que apenas protestavam com justa causa. Um morador (pastor) teve sua cabeça atingida por um cacetete onde sofreu mais de 5 pontos, que deu entrada contra a violência ocasionada. Jamais houve um único papel assinado permitindo derrubar casas, pelo contrário, há “apropriação indevida” das madeirasm, eletrodomésticos e utensílios pessoais sem devolução permitida por parte dessas operações. É lamentável verificar que, como sempre, a política do governo é de se negar a dialogar com os mais necessitados e, em troca, saber que Florianópolis possui um dos déficits mais altos em questão de moradia no país, vide Moeda Verde, novo “Plano Diretor”, e toda uma rede de corrupção e especulação provinda contra àqueles que menos tem acesso às necessidades básicas.

Mais dramático ainda é saber de longa data que o critério de jornalismo destas mídias locais é sempre descaradamente parcial em prol da elite dominante. Sabemos que não há imparcialidade, mas deveriam ao menos agir com ética, um dos compromissos da função jornalística. Revejam seus critérios!

PALMARES RESISTE!

Frente Autônoma de Luta por Moradia (FALM)


Ação ilegal da FLORAM e PM em pleno carnaval

Hoje, em mais uma ação ilegal da Floram com o auxílio do efetivo da PM, o trabalho sujo foi terminado. A casa a qual tinham derrubado pela metade foi, nesta tarde, completamente destruída. Não bastasse isso, levaram (isto é, roubaram) todas as madeiras, móveis e eletrodomésticos dos moradores.

É esse o carnaval que a Prefeitura Municipal de Florianópolis propiciou para esses moradores: SEM CASA, SEM NADA.
Não há política de moradia, mas há política de despejo.
A PM segue na ocupação, neste exato momento.
O apoio jurídico e a militância da FALM estão lá.

“Se não há igualdade para os pobres, que não haja paz para os ricos!

PALMARES RESISTE!”

Fora PM do mundo!
Contra a criminalização dos movimentos sociais!
Lutar, criar, poder POPULAR!