Relato do 4º Ato Contra o Aumento da Tarifa

O 4º Ato da Frente de Luta pelo Transporte Público reuniu cerca de 500 pessoas pelas ruas do Centro da cidade, mesmo debaixo de forte chuva durante a concentração.

Marchamos até a sede da Prefeitura para dizer ao Prefeito Cesar Souza que a população não vai aceitar esse aumento, mas fomos novamente recebidos apenas pela Guarda Municipal. Prefeito covarde merece ovada!

O ato depois voltou ao TICEN, onde teve grande adesão e garantimos mais um dia de tarifa zero para milhares de pessoas na volta pra casa. Apesar das agressões da Polícia Militar, que só demonstrou defender os interesses das empresas que roubam a população diariamente, o povo resistiu!

Por cerca de uma hora, mantivemos o terminal aberto e animado com nossa bateria e músicas, permitindo à população pular a catraca, passar por baixo ou pelo lado: o importante é não pagar!

Semana que vem tem mais! Terminamos o ato em jogral, convocando todas as pessoas pra próxima reunião da Frente, na segunda (2), às 19h no CCE da UFSC. Além disso, na quarta-feira (4) temos ensaio do nosso Bloco de Carnaval Pula Catraca, que vai às ruas no dia 7. VEM TODO MUNDO!

Resistir! Resistir! Até a tarifa cair!

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Relato do 3º Ato Contra o Aumento da Tarifa

A sexta-feira (23) foi dia nacional de atos contra a tarifa, com mobilizações em mais de 10 cidades pelo país. O ato da Frente de Luta pelo Transporte Público reuniu cerca de 800 pessoas.

A manifestação começou no TICEN e marchou até a Prefeitura, mas a única recepção que o Prefeito Cesar Souza deixou foi o spray de pimenta da Guarda Municipal. Ainda assim, deixamos claro que estamos na rua para barrar o aumento, uma decisão política do Prefeito, que até agora prefere privilegiar os empresários do transporte com mais lucro.

O ato seguiu então até a Beira-Mar, apesar das tentativas da Polícia Militar em impedir o trajeto da manifestação a mando do Governador Colombo, para quem o comando da PM telefonava em cada parada. Duas pistas da avenida foram tomadas no sentido Centro, onde pintamos uma bonita faixa exclusiva para os ônibus. O prefeito quer aterrar mais área na Beira Mar com a desculpa da faixa exclusiva, o que na verdade se trata de mais uma obra milionária para endividar a cidade e desviar dinheiro. Por isso nós mostramos que não é preciso muito recurso para melhorar a mobilidade na cidade. Pintamos nós mesmos uma faixa exclusiva de ônibus na Beira Mar!

Por fim, o ato caminhou até o TICEN, passando antes por um bandeirão estendido no viaduto da Rodoviária Rita Maria, que deu a linha: o Prefeito Jr. está cagando para o transporte público! Toda a manifestação, junto à população que embarcava no momento, entrou nos terminais sem pagar, para garantir a TARIFA ZERO e o transporte como um direito social. Encerramos o ato em jogral, convocando para a reunião da Frente de Luta pelo Transporte Público nesse sábado (24), às 16h no varandão do CCE-UFSC.

A próxima semana vai ser maior!
‪#‎ContraATarifa‬

Frente de Luta pelo Transporte Público

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17180344Foto: Agência RBS

manifestacaoFoto: Kadu Reis/Grupo RBS

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Novas manifestações pelo Transporte Público em Florianópolis, 10 anos depois da Revolta da Catraca

Berço das Revoltas da Catraca em 2004 e 2005, a população de Florianópolis e região metropolitana (SC) mais uma vez protesta contra o aumento das tarifas do transporte coletivo.

O reajuste autorizado pela Prefeitura, fez com que a tarifa subisse de R$ 2,58 para R$ 2,98 no cartão, e de R$ 2,75 para R$ 3,10 no dinheiro. O valor teve um acréscimo de 15%, e entrou em vigor no dia 11/01/2015.

A situação é ainda pior no transporte intermunicipal da região metropolitana, que  AUMENTOU DUAS VEZES só em 2014. Quem mora no continente está gastando de R$ 3 a R$ 6,20 por rodada de catraca e nem integração tem!

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Segundo o advogado do Consórcio das empresas que operam na cidade, foram contabilizados para o aumento a variação dos valores dos combustíveis, das carrocerias, da mão de obra, calculados pelo IGP, além da manutenção dos postos de trabalho de 414 cobradores, por determinação do TRT. Segundo a Prefeitura e o Consórcio, o reajuste teria sido de 7,14% caso os cobradores tivessem sido demitidos.

A jogada combinada entre a Prefeitura e o Consórcio de empresas já foi desmentida pelo TRT, que afirmou que a decisão do tribunal de manter os 414 cobradores foi anterior ao edital que estabeleceu as novas regras para o funcionamento do transporte coletivo na Capital, datado de 2013. O edital em questão, solenemente ignorou o que havia sido decidido pelo Tribunal, e quase 2 anos depois, colocou a culpa no mesmo pelo reajuste abusivo das tarifas.

Essa dobradinha entre Prefeitura e empresas de ônibus não é novidade para nós, que há anos enfrentamos este conluio na cidade. Depois de muitos anos operando sem licitação, desde setembro de 2013 o processo da nova licitação do transporte se arrastava na base do autoritarismo, da falta de diálogo e da arbitrariedade do poder público, que recusou de todo jeito a participação popular.

O nome escolhido pelo consórcio vencedor (e único participante) da licitação pareceu até provocação: Fênix. Formado pelas 5 empresas que controlam o transporte de Florianópolis desde 1926, ano em que os primeiros ônibus começaram a circular pela cidade, a Fênix irá explorar o sistema até 2034, totalizando 108 anos de controle do transporte da cidade! Nas palavras do TCE: “Constatando-se apenas a alteração de razão social e incorporação, com fortes características de grupos familiares e nichos de mercado”.

Desde que o novo consórcio começou a operar, foram feitas muitas promessas para os usuários. Promessas que não foram revertidas em melhorias. Os usuários reclamam da falta de horários, de manutenção dos veículos e, principalmente, do alto valor da tarifa, que não condiz com a qualidade dos serviços prestados.

Além da licitação, que mudou tudo para ficar como está, a Prefeitura também tem planos de construir um Teleférico para “solucionar” os problemas de mobilidade da Capital. Para isto, pretende contrair um empréstimo de cerca de R$ 152 milhões com a Caixa Econômica (recursos do PAC II). A obra tem sido criticada por ser cara e ineficiente, sendo possível ter resultados muito melhores investindo em corredores exclusivos para ônibus e subsidiando a tarifa do transporte coletivo.

Em 2009 Florianópolis foi considerada a cidade com pior mobilidade urbana do Brasil. Nossa cidade tem muitos morros, lagoas e dunas e temos uma ponte como gargalo. Além disso, somos a segunda cidade com o maior número de carros por habitante no Brasil. Com um sistema de transporte público caro e ineficiente como o nosso, a situação só tende a piorar, pois todo trabalhador com condições financeiras irá optar pelo transporte individual.

Precisamos repensar a lógica do transporte público para evitar que este trânsito infernal continue sugando cada vez mais tempo de nossas vidas. O acesso a todo direito essencial da população passa por sua mobilidade. Se a lógica do transporte não é garantir e oferecer a possibilidade de deslocamento para o povo, então são restringidos a esta população o seu direito à educação, habitação, saúde e cultura.

Por estes motivos estamos em luta novamente.

Já realizamos duas manifestações na semana passada, uma na terça (13) e outra na sexta (16). Felizmente até o momento não houve confronto algum com a Polícia.

Nesta sexta, dia 23/01, nos juntaremos a outras cidades do Brasil em um ato unificado pela redução imediata das tarifas, contra a repressão policial e pela implementação do projeto Tarifa Zero.

Resistir até a tarifa cair!

Por uma vida sem catracas!

Frente de Luta pelo Transporte Público – Grande Florianópolis

http:/lataofloripa.libertar.org/

 

Evento do terceiro ato no Facebook

Vídeo de chamada para o Ato Nacional #ContraATarifa do dia 23: