Nota sobre casa construída na Ponta do Coral

Nos últimos meses uma casa de madeira foi construída na Ponta do Coral e, ao que parece, a obra foi feita por uma família que entrou com um processo de usucapião alegando ser proprietária da área. Estas pessoas colocaram uma corrente com cadeado na entrada da Ponta com os dizeres “Propriedade Particular”, estão cobrando estacionamento e construíram uma cerca dividindo o terreno em dois espaços (Link para as fotos). Estas atitudes trazem uma realidade nova para as atividades da campanha de ocupação cultural intensificada em 2018. Vale resgatar que o Movimento Ponta do Coral 100% Pública surgiu em virtude da venda ilegal da área em 1980 e resiste há 39 anos defendendo a ideia de utilização coletiva da Ponta, fortalecido pelo Projeto do Parque Cultural das 3 Pontas.

Esta nota, portanto, objetiva alertar a população acerca destes, supostamente, novos moradores, principalmente por termos recebido algumas reclamações de que eles agiram com certo tom de intimidação com quem teve intenção de visitar o espaço. A atuação do Movimento pela efetivação da área como pública, através da criação de um parque, faz com que o Movimento esclareça esta situação, bem como, enfatize, que o diálogo pacífico seja norteador por parte de quem deseje visitar a área.

Aproveitamos para explicitar que não temos qualquer relação com as pessoas que alegam propriedade da área, tampouco, estabelecemos qualquer grau de inimizade ou de hostilidade em relação a eles, pois, ao defendermos o Estado Democrático de Direito, compreendemos que as pessoas devem ter liberdade de buscar seus direitos.

Movimento Ponta do Coral 100% Pública

Florianópolis, abril de 2019

Amanhã! Ato Público pelo Parque da Lagoa

Amanhã de 09:00 às 19:00, defronte ao TILAG!

Link para o Evento, organizado pelo Grupo Salve a Lagoa.

PROTESTO FESTIVO NA LAGOA CONTRA PROJETO
DE SHOPPING QUE LIQUIDA PARQUE E VOO LIVRE

Um grito de protesto em forma de mobilização, confraternização e uma grande festa ao ar livre, repleta de atrações e shows musicais, de graça e aberta ao público da cidade, é o que irá ecoar no próximo sábado em plena Lagoa da Conceição. Esse é o programa que está mexendo com os moradores do bairro, em particular, e também os bastidores da política na capital catarinense.
De um lado haverá a celebração, o ato festivo: à tarde, shows com a banda Iriê e Ras Bernardo (fundador do Cidade Negra), Guilherme “Bala Jones” Ribeiro, Gustavo Barreto e sua black music, o reggae da tainha de Valdir Agostinho, roda de samba com Severo Cruz e Alvinho Carioca, o maracatu do Africatarina e a bateria da escola de samba do bairro, a União da Ilha da Magia, com o DJ Marcelo Pimenta de mestre de cerimônia.

E tem mais: pela manhã, aulão de yoga e dança, boi-de-mamão com Arreda Boi da Barra da Lagoa, roda de capoeira com mestre Jerry (Seo Darcy e Dazaranha), grafiteiros em ação, recreação infantil (incluindo contação de histórias por conta da Barca dos Livros), apresentação do Teatro Comunitário do Canto, distribuição de mudas e plantio de árvores nativas, encontro dos “patudos” (cães e gatos) e atendimento de saúde (medição de pressão e pediatria). Também está prevista a concentração de skatistas, ciclistas, maratonistas e outras tribos da Ilha e do continente.

Por outro lado, a notícia de que está para ser aprovado um projeto de grande porte e impacto ambiental, um shopping center logo na chegada ao bairro, aos pés do morro da Lagoa, é a maior motivação do ato público no próximo sábado. Uma manifestação contundente, como querem os organizadores, para marcar os vinte anos de luta do movimento Salve a Lagoa por um parque urbano no bairro e os 37 anos de existência do Lagoa Clube de Voo Livre, cuja prática, reconhecida e admirada em todo o país e internacionalmente, corre agora o sério risco de ser extinta.

O ato será no próprio local em que queremos ver implantado o Parque da Lagoa, com acesso pela rótula do TILAG, no terreno que passa por detrás do Posto BR Village e anexo ao ao condomínio Marina Phillipi. Vamos dar um grande e afetuoso abraço no “vassourão”, onde queremos ver instalado o parque. Contamos com o apoio dos moradores e das famílias da Lagoa, assim como de toda a população da cidade, dos movimentos ambientais, culturais e sociais, artistas, desportistas, ongs, entidades da sociedade civil, empresariado consciente, da mídia convencional e alternativa, de todos os que amam a Lagoa da Conceição e a querem preservada.

Estamos convocando todo o povo de Floripa e em especial os moradores da Lagoa e as tribos que ajudam a dar identidade ao bairro: praticantes de voo livre, skatistas, surfistas, ciclistas, velejadores, desportistas em geral, artistas, grafiteiros, tatuadores, músicos, capoeiristas, pessoal do ioga, da poesia, da gastronomia, do maracatu, do rock e do samba.

No dia da manifestação venham preferencialmente de branco, tragam os amigos, os vizinhos, os pais, os avós, as crianças (haverá atividades de recreação), seus cachorros e gatos de estimação. Todos são muito bem vindos. Podem trazer balões, fantasias, pandorgas, tudo o que ajude a dar colorida e boas vibrações ao encontro. Quem puder que colabore com faixas e cartazes criativos, marcando a sua presença e o que pensa. Mas não se esqueçam de trazer também um saco de lixo para ajudar a deixar o local limpo ao final deste grande ato de confraternização e luta pelo Parque da Lagoa.

Estamos abertos a sugestões e convidamos a todos e a todas a entrarem para o grupo Salve o Parque da Lagoa no Facebook e Instagram.
.
VENHA DAR UM GRITO DE SALVE AO PARQUE DA LAGOA E UM GRANDE VIVA AO VOO LIVRE. VAMOS DAR UM SALVE ÀS CRIANÇAS E IDOSOS, AOS JOVENS DE TODAS AS TRIBOS, AOS ATLETAS E ARTISTAS, AOS DEFENSORES DA NATUREZA E DOS ANIMAIS, À SAÚDE AO FUTURO DA LAGOA DA CONCEIÇÃO. SALVE!!!

Primeira Reunião de 2019 do Movimento Ponta do Coral 100% Pública

Marcamos a nossa primeira reunião de 2019! Será nesta segunda, dia 18/03/19, às 19:30 no Tarrafa Hacker Clube*, que fica pavilhinho do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC.

Venha participar desta mobilização pela criação do Parque Cultural das 3 Pontas, um parque para tod@s, unindo a Ponta do Coral, Ponta do Goulart e Ponta do Lessa e ajudar a planejar as atividades deste ano, que promete ser de muita luta!

Vem com a gente! Pelo Direito à Cidade e o Parque Cultural das 3 Pontas!
Ponta do Coral: Área Verde de Lazer (AVL) Já!

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1983880685054677/

* O Tarrafa é um Espaço Hacker, um laboratório comunitário onde pessoas com interesses em comum, frequentemente em tecnologia, ciência, arte digital e eletrônica, política, matemática, biologia, arquitetura, segurança, e qualquer área do conhecimento humano, podem se encontrar, compartilhar conhecimentos e colaborar em projetos conjuntos. Agradecemos o pessoal por cederem o espaço para realização de nossa reunião!

Reunião de encerramento de 2018

Já temos marcada a nossa última reunião de 2018! Será nesta terça, dia 18/12/18, às 19:30 no pavilhinho do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC.

Venha participar desta luta pela criação do Parque Cultural das 3 Pontas, um parque para tod@s, unindo a Ponta do Coral, Ponta do Goulart e Ponta do Lessa!

Toda a ajuda é necessária, neste momento onde as forças da especulação imobiliária estão com tudo!

Vem com a gente! Pelo Direito à Cidade e o Parque Cultural das 3 Pontas!
Ponta do Coral: Área Verde de Lazer (AVL) Já!

Reunião ampliada na câmara sobre a Marina nesta sexta 14/12

Nesta sexta-feira tem reunião ampliada às 14h na câmara de vereadores e o assunto é o projeto da Marina na beira-mar norte.

Os pescadores estão organizados e preocupados com os impactos ambientais que serão causados pela obra, afetando diretamente a pesca e consequentemente a sobrevivência de suas famílias e da cultura da pesca artesanal.

Mas não serão somente os pescadores os atingidos, toda a população que vive a cidade será afetada pelos impactos ambientais, paisagísticos e de mobilidade urbana desta “Megalo-Marina”.

Por isto os pescadores estão precisando de apoio nesta reunião. Quanto mais a sociedade como um todo se engajar nesta causa, maior será pressão popular e consequentemente a prefeitura terá que fazer um debate sério sobre este projeto que está sendo empurrado guela abaixo da população sem qualquer discussão.

Compareça e ajude a divulgar!

Pela gestão do Camping do Parque Estadual do Rio Vermelho pelos Quilombolas da Vidal Martins

Divulgando e apoiando a importante luta dos quilombolas de Florianópolis!

A gestão do Camping do Parque Estadual do Rio Vermelho deve, por direito,
estar nas mãos do Quilombo Vidal Martins. ✊🏿

Em acordo com Ministério Público Federal, após a finalização do tempo do
contrato feito com a empresa que administrou o Camping do Parque do Rio
Vermelho até o final de 2017, a gestão seria feita pelos quilombolas da
Vidal Martins. Porém, este acordo está quase por não ser cumprido, pois
agora estão propondo fazer licitações para que nova empresa cumpra essa
função.

A gestão do camping do Parque do Rio Vermelho seria muito bem realizada
pelos quilombolas, esses que são parte desse território a gerações, tem um
conhecimento tradicional da mata e seu uso consciente. Eles se dedicariam
com todo seu amor para cuidar desse espaço que faz parte de sua história.

Por isso, nada mais justo que eles possam ter a administração do camping
como fonte de renda.

Informamos que essa situação não tem qualquer relação com uma suposta
ocupação dos quilombolas no Parque Estadual. Apesar de ser seu direto viver
nas terras que sempre foram suas, essa luta continua em trâmite em
instância federal.

Tendo em vista essas informações convidamos todas e todos para cobrar o
cumprimento do acordo feito com a MPF na audiência dessa sexta-feira, 7 de
dezembro, 15h, no Ministério Público Federal.

Dia? Sexta-feira (07/12)
Hora? 15h
Onde? MPF (na beira-mar, ao lado da OAB)

Manifestação dos Pescadores contra a Megalo-Marina

Neste sábado dia 01/12 os pescadores e pescadoras do João Paulo, segunda maior colônia de pesca de Florianópolis, fizeram uma manifestação contra a construção da Marina na beira-mar norte. Eles estão preocupados com os impactos ambientais que serão causados pela obra e pelo aumento na quantidade de embarcações motorizadas que passarão a circular pela baia, afetando diretamente a pesca e consequentemente a sobrevivência de suas famílias e da cultura da pesca artesanal.

Por volta das 10h mais de 15 barcos de pesca passaram pelo trapiche em direção a ponte, buzinando e levando faixas com dizeres como “Pesca gera renda”, “O Turismo tem que manter a cultura local” e “Preservar o Meio Ambiente”. Na volta do trajeto, os pescadores se juntaram com apoiadores que aguardavam no trapiche, levando as faixas para os semáforos na beira-mar para mostrar seu descontentamento para a população, recebendo em troca buzinaços em apoio a causa.

Nós do Movimento Ponta do Coral 100% Pública estivemos lá apoiando, pois entendemos que a luta contra esta verdadeira “Megalo-Marina” é de todos, pois quem vive a cidade será profundamente afetado pelos impactos ambientais, paisagísticos e de mobilidade urbana que esta obra trará se concretizada. Também nos colocamos contra a obra pois não está sendo feito nenhum debate profundo com a sociedade como um todo (mais detalhes em nossa nota pública).

 

 

mais de 35 anos o Movimento Ponta do Coral 100% Pública vem lutando para que a Ponta do Coral resista aos interesses poderosos do setor imobiliário especulativo, batalhando pela criação do Parque Cultural das 3 Pontas que uniria a Ponta do Coral, Ponta do Goulart e Ponta do Lessa. Mais do que por uma região, lutamos por um modelo de cidade verdadeiramente democrático e que concilie o crescimento populacional e urbano com aspectos ambientais, culturais, antropológicos, históricos e sociais.
Não a Megalo-Marina!
Em defesa dos pescadores!
Em defesa da saúde das Baías!
Pelo Parque Cultural das 3 Pontas!

 

 

 

Não a Megalo-Marina, em defesa dos pescadores e do Parque Cultural das 3 Pontas!

 
No dia 24/09/2018 a Câmara de Vereadores autorizou a cessão por 30 anos de uma área pública de 350 mil metros quadrados para a construção de uma Marina na Beira-mar Norte. Para dar uma aparência de “legitimidade popular” a bancada da situação fez uma audiência pública no dia 19/09, poucos dias antes da votação e em horário comercial, para “debater” um projeto que se concretizado afetará a vida de tod@s e alterará profundamente o meio ambiente e a paisagem da cidade.

O projeto desta Marina prevê vagas para 684 embarcações (624 privadas e 60 públicas), sendo que serão necessárias 624 vagas para estacionamento de veículos. A ideia é construir um enorme estacionamento subterrâneo localizado entre o trapiche e o pequeno prédio da Casan. Este estacionamento vai trazer um grande fluxo de carros para um dos locais mais congestionados da Ilha segundo o Plamus (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis), em uma das cidades que mais sofrem com a mobilidade urbana no país. Aspecto que foi totalmente ignorado tanto pelo corpo técnico que avaliou o projeto, quanto pelos vereadores que o aprovaram. Não podemos também deixar de mencionar o nível de poluentes produzidos por carros na Beira-mar norte.

Além dos problemas com a mobilidade urbana e a poluição dos veículos, temos ainda a dragagem, processo que visa escavar o fundo do mar, ampliando sua profundidade para permitir que as embarcações se desloquem sem encalhar. Será necessário retirar uma imensa quantidade de solo do mar, fazendo com que substâncias tóxicas presentes nesta lama voltem para a água, atingindo a biodiversidade e a saúde do ecossistema. Sem falar no aumento do trânsito de embarcações, óleo e ruído no mar. A pesca será prejudicada, e animais filtradores como as ostras poderão acumular as substâncias tóxicas desta atividade, refletindo na maricultura, importante atividade econômica da qual dependem centenas de famílias.

Pelos motivos expostos dizemos não ao projeto desta “Megalo-Marina”! Nos colocamos lado a lado com o pescadores da Associação de Pescadores do João Paulo (segunda maior colônia de pescadores artesanais de Florianópolis) que neste sábado, 01/12, organizarão uma manifestação contra a Marina, às 14h no Trapiche da Beira-mar Norte. Também apoiamos a realização da Reunião Ampliada sobre o impacto da Marina da Beira-Mar Norte nas práticas das comunidades tradicionais pesqueiras da Ilha, aprovada por demanda dos pescadores em Sessão da Câmara de Vereadores, ocorrida em 27/11.

Cientes dos impactos negativos que a Marina terá em suas vidas, os pescadores já estão organizados e lutando pelo seu trabalho e pela valorização de sua cultura. Fazemos um apelo para que os diversos setores da sociedade se juntem a esta causa, ampliando o debate e agindo, pois todos seremos afetados por este projeto se ele for posto em prática.

mais de 35 anos o Movimento Ponta do Coral 100% Pública vem lutando para que a Ponta do Coral resista aos interesses poderosos do setor imobiliário especulativo, batalhando pela criação do Parque Cultural das 3 Pontas que uniria a Ponta do Coral, Ponta do Goulart e Ponta do Lessa. Entendemos que esta luta contra a Marina também é nossa, pois mais do que por uma região, lutamos por um modelo de cidade verdadeiramente democrático e que concilie o crescimento populacional e urbano com aspectos ambientais, culturais, antropológicos, históricos e sociais.
Não a Megalo-Marina!
Em defesa dos pescadores!
Em defesa da saúde das Baías!
Pelo Parque Cultural das 3 Pontas!