Okupa Sapatão 18/08

Junto com o mês da visibilidade lésbica o isoporzinho ataca novamente!!! Bora sapatonas convictas vem esfregar o cu no chão do asfalto e comemorar com muita luta, resistência e alegria nossas vidas.

Dia 18/08, sexta-feira, a partir das 18 horas vamos nos reunir ali pelo Largo da Alfândega (ou no terminal velho em caso de chuva), levem isoporzinhos, músicas que vocês querem ouvir, roupas para brechó, poemas, performances e muito fogo no cu! COM O PALCO ABERTO pensamos que a ideia de um sarau é importante nesse momento de luta e visibilidade pras nossas corpas! vem poemar, vem juntar, vem causar

A xoke, mostra independente de arte de guerra, vai colar junto na sua movimentação pela causa e pré-xoke com cachacinhas e comidinhas a preços bem fanxinhos!

Ao longo da semana manas e movimentos vão postar que vão colar pra somar no rolê e construir juntes! Postem músicas e iniciativas pra somar tb!!!!

***Na iniciativa aliada ao Mês da visibilidade lésbica surgiu a pira de construir um movimento, principalmente TLB, de construir um coletivo autonomo e autogestionado que se articulasse politicamente em Florianópolis frente a essas questões e a tantas violências que passamos diariamente. Sem frente centralizadora, sem partido, sem rosto; frente autônoma de pessoas transsexuais, lésbicas e bissexuais

PROGRAMAÇÃO {aberta a sugestões!}

18h – Sapatão no violão
Quem quiser e puder, leva sua viola pra gente ir aquecendo!

19h – “Sapatão abra seu coração” – roda de conversa sobre visibilidade lésbica, vivências e enfrentamentos das infinitas possibilidades de se ser sapatão ♥

20h – Sarau do Brejo: Palco aberto pra quem quiser!
Traga aqueles seus rascunhos de poesia que tão na gaveta, aquela inquietação que você quer compartilhar, sua voz, seu corpo!

21:30h – Bora sacudir as pochete com as playlists das maravilhosas:
> Zalui
> Carole Crespa
> Raíssa Éris Grimm
> Alê Peixoto + Lê Bafão

Se joga sapatão, bora ocupar! 😍

******Lembrem de trazer copos pra beber as catuaba, as cachacinha, as cerveja! Não vai rolar copo de plástico.

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/522602728074515/?active_tab=about

Organizado por XØKE :: Mostra independente de arte de guerra

Sábado de Sol: Rap, Marcha da Maconha e Repressão Policial em Floripa

Foto: Marcha da Maconha Floripa

Sábado aconteceu a marcha da maconha em diversas cidades do Brasil. Você, “cidadão de bem” pode se perguntar porque raios as pessoas se juntem para protestar pelo uso de uma droga dado que tem tanta coisa errada no país.

Pois bem, já se perguntou se alguém retirasse o seu sagrado direito de beber aquela cerveja na sexta-feira com os amigos ou tomar aquele vinho com a patroa? Ou então fumar aquele cigarro depois do sexo ou tomar um remedinho que aquele médico te receitou para te deixar mais feliz e esquecer um pouco o quão insuportável é a nossa rotina nesse sistema cada vez mais maluco?

Pois bem, existem mais de 1.5 milhões de brasileiros (2012!) que curtem pegar uma planta que existe a milhões de anos, enrolar num papel e fumar. Esta planta, ao contrário do cigarro, por exemplo, tem até propriedades medicinais. O problema é que um tal de Estado (aquele que você é contra quando paga imposto) decidiu que todas estas pessoas não podem fazer isto, que é contra a lei. Uma lei arcaica, motivada por preconceito e questões políticas e comerciais, que está sendo revista no mundo inteiro porque este mesmo Estado se deu conta que não vale a pena continuar seguindo ela. E claro, porque muita gente também descobriu que dá para ganhar muito dinheiro com isto (empresários querem dinheiro e o Estado impostos).

Mas por aqui isto ainda não mudou. Por isto todos os anos milhares de pessoas resolvem marchar contra uma guerra estúpida que prende milhares de pessoas, na sua maioria pretas e pobres, que abastece facções criminosas de dinheiro e armas e gera corrupção. Que mata muito mais que o uso de drogas. E isto, com certeza, te afeta de alguma forma.

Pois bem, em Florianópolis não foi diferente. Mais de mil pessoas resolveram usar seu sábado para marchar. A marcha era pacifica, “paz e amor” como era de se esperar de tantos maconheiros andando na rua, ao contrário do que muitas pessoas costumam pensar sobre esse povo.

Até que houve um impasse, como é comum em manifestações populares. Policia Militar de um lado, manifestantes de outro. Nestes momentos ocorre uma negociação. Mas não houve negociação, pois o manifestante que tentou conversar com o servidor público responsável por sua proteção levou um empurrão, um chute na canela e spray de pimenta na cara. Logo depois os demais policiais atacaram com tapas, balas de borracha, cassetete e spray de pimenta. Uma menina foi agredida com um tapa por um sujeito muito maior que ela. Minha amiga quase foi pisoteada pela multidão em pânico e choque pela agressão gratuita.

Vídeo Jornalistas Livres

Foto: Ramiro Furquim

 

Foto: Ramiro Furquim

Pois bem, e ainda querem que a gente aguente esse mundo de cara?

Mais informações nas mídias alternativas:

#marchaDaMaconha #floripa

Tomada da Alfândega [28/03]

TOMADA // MULHERES DE LUTA

sf (part fem de tomar) 1 Ato ou efeito de tomar. 2 Ato ou efeito de se apoderar de (cidade, fortaleza, navio, praça etc.) 3. Conquista.

Água vulva
alguma coisa gosmenta me habita
vontade uterina do mundo
Escorre
gosto de estar deitada a olhar minhas pernas e os pelos da virilha. Me lembram: sou mulher
por Helen Ábramo

Mulheres que lutam, mulheres de luta!
Esse é o tema de mais uma TOMADA do espaço público, uma programação multi para mulheres que são muitas, de muitas cores, caras, jeitos, corpos, peitos e paus.

_____________ PROGRAMAÇÃO

~ 17h-20h ~ Anti-loja de roupas : preço livre

~ 18h-20h ~ Jam Palco Aberto: instrumentos e microfone abertos para intervenções e alucinações político-sonoras [some com os teus, as tuas, traz o chocalinho]

~ 18h30-21h ~ Operação Resgate: rango de alimentos reciclados : preço livre

~ 20h-22h ~ CineMeioFio: com os curtas-doc “A vida que não cabe”, de Baruc Carvalho Martins; “Antonieta”, de Flávia Person e “Mulheres da Terra”, de Marcia Paraiso +
Roda de conversa ‘Mulheres no mercado de trabalho’ com mediação de Gabi Zabeu (Ocupa Obarco)

~ 22h-00h ~ Roda de coco ( Roda de coco na ilha do desterro)

_____________ LOCAL
Largo da Alfândega – Centro

_____________ QUEM CHAMA?
~ Ocupa Obarco
Ocupar e compartir! Obarco navega na cidade, propondo ocupações criativas de espaços e de recursos ociosos. Abandonos redistribuídos viram abundância.
~ ETC
O ETC usa ações diretas – em choque com as normas vigentes – para interferir no fluxo cotidiano. O grupo inquieta-se por provocar gradativos ruídos na frequência contínua que visa domesticar e despolitizar a relação entre corpo e cidade.

xxxx Evento com fins anti-lucrativos organizado de forma independente através de autogestão.

Tomar nosso espaço, retomar direitos, transformar tudo!

Relato de agressão da Policia Militar de Santa Catarina aos Foliões em Santo Antônio de Lisboa

Santo Antônio de Lisboa, madrugada de terça de Carnaval. Por volta das 2 e 30 da manhã acabava a noite de folia após um bonito desfile de 25 anos do bloco Baiacu de Alguém, que no seu samba enredo não se omitiu e narrou alguns dos problemas e lutas de Desterro: a falta de transporte público integrado, o plano diretor, a moeda verde, a luta pela Ponta do Coral e pela Ponta do Sambaqui.

Todos já estavam indo para casa, as últimas barraquinhas fechavam. Parado na rua de paralelepípedos onde antes só havia festa e folia vi a Policia Militar começar a se movimentar e fechar a rua, formando um bloco. Eram uns 15 policiais, uns 3 da cavalaria e o restante a pé. De uma hora para outra eles começaram a avançar pela rua, cassetetes em punho, marchando naquela formação típica de legião romana, tão comum de se ver em manifestações populares.

Eles não pediam licença, empurravam quem não saísse das ruas sem que as pessoas fizessem uma mínimo esboço de violência. Quando chegaram perto da igreja vi alguns Policiais agredirem um rapaz com cacetadas. Foi então que alguém puxou o coro do “Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Policia Militar”, que foi ecoado por muitos na praça. Um Policial foi até uma menina que gritava as palavras de ordem e começaram uma discussão. Um tempo depois senti os olhos lacrimejando, pois começaram a borrifar gás de pimenta na praça, como se estivessem dedetizando o lugar.

Na volta para o carro escutei um relato de um rapaz que contou que jogaram spray de pimenta próximo aos banheiros químicos com gente dentro. Minha amiga, moradora do bairro me contou que todo ano é a mesma coisa. Que a Polícia atua desta forma para “encerrar” a festa, e que foi embora dali logo que percebeu a movimentação dos “homens da lei”.

Foram cenas lamentáveis e desnecessárias de brutalidade e estupidez do Estado. Qual a finalidade desta brutalidade? Se os organizadores sabem que isso acontece todos os anos, por que não se manifestam? O clima de insegurança em outros anos justifica tamanha agressividade?

Em temerários tempos de “Ordem e Progresso” os blocos de rua do Carnaval, essa festa anárquica por excelência seguem sendo um incomodo para ordem vigente. Mesmo em tempos em que uma única marca de cerveja compra a cidade por alguns dias, em tempos de cercadinhos em espaços públicos, de pulseirinhas VIPs, de peixadas e feijoadas de gente besta e esnobe.

Como diria Leminski: “Ainda vão me matar numa rua. Quando descobrirem, principalmente, que faço parte dessa gente que pensa que a rua é a parte principal da cidade”.

2º Seminário de Integração Metropolitana do Transporte Coletivo (30/08)

O *Fórum da Bacia do Itacorubi* informa e convida para o 2º Seminário de
Integração Metropolitana do Transporte Coletivo, organizado pelo
Observatório da Mobilidade Urbana/UFSC.
Data: 30/08, 3ª feira,

Hora: das 13h30 às 17h30,

Local: Associação dos Municípios da Grande Florianópolis – GRANFPOLIS

Rua Cândido Ramos, 250 – Capoeiras, Florianópolis .
“Estamos diante de uma oportunidade ímpar de transformar o sistema de
transporte coletivo da Grande Florianópolis, tornando-o muito mais atrativo
para todos. Neste seminário, iremos apresentar as propostas formuladas até
o momento e debatê-las com representantes de órgãos públicos, de entidades
da sociedade civil, com profissionais da área e com a população em geral”,
afirma Werner Kraus Jr., coordenador do Observatório.

23082016 Release Seminário II
Informações adicionais no anexo.