Tinta, humor e alimento: Floripa em campanha pela vida digna

Publicado originalmente no site Repórter Popular.

Florianópolis é conhecida internacionalmente como um belo destino de turismo por suas praias e belezas naturais. Dentro do país, sua imagem também é vendida como exemplo de desenvolvimento econômico e serviços públicos de qualidade. A verdade, no entanto, é bem mais complexa do que essa.

Por trás dos resorts de luxo na praia, uma enorme população de trabalhadoras pobres jogadas a viver em péssimas condições, nos morros ou nas dunas, pelas elites locais. Por trás da educação básica de referência, um grande histórico de luta popular e sindical que resiste às investidas constantes de privatização e sucateamento via Organizações Sociais e entidades do tipo. Nos comerciais de televisão não aparecem a luta histórica do povo pobre neste território, desde a resistência indígena contra o fundador-genocida Dias Velho, o povo negro invisibilizado que ainda se organiza nos quilombos e uma constante presença dos movimentos sociais, com destaque às dezenas de ocupações urbanas nos anos 1990 e a década de fortes lutas pelo transporte público nos anos 2000 – feixe de lutas que nos obriga a tentar olhar para além da cidade, mas para a Grande Florianópolis e suas periferias.

Panfleto do eixo de luta por renda digna colado em muro do bairro Itacorubi.

É neste território que começa a germinar mais uma semente da Campanha Nacional de Luta por Vida Digna (CLVD). Foi o chamado da luta antirracista que nos levou juntas às ruas no início de junho contra o genocídio do povo negro e fez mais nítida a necessidade de articularmos um comitê local da campanha. Assim, a campanha que já tinha adesão da Resistência Popular Estudantil, Coletivo Pintelute e Teatro Comunitário Vermelho Riu convida os contatos de mais confiança e vai crescendo nossa mudinha, uma folha de cada vez, com a parceria com o Feijovegan, o Grupo Organizado de Teatro Aguacero (GOTA) e o Coletivo Ka.

Rapidamente, nos dividimos em algumas frentes e tarefas da campanha. A partir das aptidões e também dos sonhos de cada grupo e cada militante, buscamos apontar a direção onde o solo era mais propício para avançar cada raiz.

Muralismo e comunicação popular

Se o inverno não é tempo pras ondas do mar, tem uma estação em que as notícias de luta podem ser levadas pelas ondas do rádio. Uma das primeiras ações na cidade foi do coletivo Pintelute, que atenderam ao convite da Rádio Comunitária Campeche, deram entrevista falando sobre a CLVD e pintaram um belo mural na emissora que é porta-voz do movimento comunitário. O imperativo do isolamento social impediu a realização das oficinas previstas de muralismo junto à comunidade, mas as tintas deram seu recado no muro e as ações e reivindicações da vida digna puderam ser ouvidos por moradoras, moradores e pelas trabalhadoras e trabalhadores do bairro do campeche.

Detalhe do mural pintado junto à Rádio Comunitária Campeche.

O carro-som da campanha

Campanha, campanha, campanha! Ao povo, que não é pamonha, cabe criticar, reformar, extinguir e criar as suas próprias instituições em busca de uma vida digna. Foi mais ou menos assim que, com humor característico, as vozes e os sons do Teatro Comunitário Vermelho Riu deram vida ao carro-som da campanha. O áudio de divulgação da CLVD começou circulando nos meios mais acessados da pandemia, os grupos de whatsapp, mas o comitê local também já conseguiu um megafone popular para dar aquela volta de carro ou de bicicleta no sábado de manhã.

Ouça aqui o áudio produzido pelo Teatro Comunitário Vermelho Riu.

Frente de alimentação e abastecimento

A criação de uma frente de ação voltada para o eixo do abastecimento popular agregou mais gente em torno de atividades que já eram realizadas por dois coletivos que integram a CLVD na Grande Florianópolis, a Feijovegan e o Coletivo Ka. A coordenação e ampliação das atividades desse coletivos, comprometidos com o preparo e a distribuição de itens de necessidade básica para pessoas em situação de vulnerabilidade, vem engrossando o caldo das ações e contribuindo para seu avanço e dispersão. O desafio é grande: o diagnóstico social participativo da população em situação de rua realizado pelo Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM) e pelo Movimento da População em Situação de Rua de Santa Catarina (MNPR-SC), entre 2016 e 2017, indica que hoje mais de 500 pessoas estão sujeitas ao frio, à fome e à pandemia, apenas no município de Florianópolis (Diagnóstico Social Participativo da População em Situação de Rua da Grande Florianópolis, 2017).

Alimento saudável e solidário em produção.

Além da continuidade da atuação dos coletivos, que envolve ações semanais distribuindo dezenas ou mesmo centenas de marmitas, foi organizado um ponto de arrecadação de alimentos, agasalhos e cobertores em uma escola do Sul da ilha, onde funciona uma Célula de Consumo Responsável. Isso aumentou nossa capacidade de resposta diante da grande demanda. Através da articulação com a coordenação da célula, a campanha tem conseguido ampliar a arrecadação de alimentos orgânicos que se tornam ingredientes para as refeições distribuídas. Assim, o vínculo de apoio com a iniciativa que escoa a produção orgânica da agricultura familiar se torna mais solidariedade. Cada marmita leva o calor do alimento e do acolhimento mútuo, em um momento de troca, de escuta, onde se busca a prática e a consciência do que é necessário para uma vida digna.

Dezenas de marmitas prontas para a distribuição da semana.

Ao contrário do que vemos nas grandes mídias, é verdade que a realidade das ruas de Florianópolis continua exigindo mais do que a CLVD pode fazer atualmente. As condições ficam ainda mais dramáticas durante o inverno. Por isso, com a intenção de estender as relações de apoio mútuo de forma duradoura, durante e depois da pandemia, companheiras da frente de alimentação produziram o Manual de Abastecimento Popular. Trata-se de uma ferramenta de participação, com informações sobre como contribuir e se somar com essa rede de arrecadação, preparo e distribuição de alimentos, agasalhos, cobertores e itens de higiene pessoal.

Confira aqui o Manual de Abastecimento Popular produzido.

Mapa colaborativo

Com a marcha das ações de abastecimento, foi possível planejar um trabalho de comunicação da campanha segundo as demandas das principais ações em curso. Neste momento, um grupo de trabalho está ocupado com o desenvolvimento de uma ferramenta que sirva à facilitação da coordenação autogerida das iniciativas populares de abastecimento difusas na cidade. A ideia é que o projeto funcionará em conjunto com o Manual de Abastecimento Popular, na forma de um mapa colaborativo que possibilite a articulação de ações em curso, na direção do fortalecimento de uma rede de solidariedade alimentar!

Próximas ações

Foi um primeiro mês empolgante para a construção da campanha em nossa região. Seja nos pincéis, no fogão, na escrita, na produção audiovisual ou na articulação e comunicação de todo o grupo, todo mundo conseguiu dar a pequena contribuição que faz nosso instrumento de solidariedade e rebeldia tomar forma e ganhar vida.

Nas próximas semanas queremos avançar com novas ações, colocando nas ruas ações das frentes de luta por educação para uma vida digna, de defesa da saúde popular e de combate ao machismo e à violência contra a mulher.

A verdade é que o principal ainda resta por fazer. Lá fora reina a violência e desamor estrutural do sistema de morte em que vivemos. A pandemia da COVID-19 e a pandemia capitalista, patriarcal, racista e colonial seguem infectando nossas comunidades e desafiando nossos sonhos por uma vida digna. Somos apenas uma pequena tentativa, em uma localidade, de dar uma resposta a tudo isso. Ainda que nossas capacidades sejam pequenas, nossos braços e pernas se movem carregando os princípios do mundo novo que queremos construir. Esperamos que a Campanha possa ser uma estrada aberta, uma parte do caminho que nos leva até ele.

Doações de alimento orgânico das Células de Consumo Responsável para a produção de marmitas para a campanha.

Manual para contribuir com o abastecimento popular de Floripa – SC

Nossa força move o mundo, lutamos por vida digna!

Publicado originalmente na Reporter Popular.


Alguns coletivos em Florianópolis estão se organizando em uma ampla Campanha de Luta por Vida Digna (nível nacional), contra uma vida custosa, violenta e contra o horror da pandemia. Criamos este manual para apontar ações de solidariedade que você pode fazer de forma organizada e articulada com outros indivíduos, organizações e coletivos.

Sabe de alguma grupo ou pessoa que já está fazendo ações como essas e que poderia fazer parte dessa articulação? Manda isso aqui pra ela! Tem interesse em contribuir? Entenda como lendo o manual nas fotos e entrando em contato com a gente por aqui: vidadignafloripa@riseup.net

As 3 frentes de ação são: arrecadação, preparo de refeições, distribuição. São ações de caráter emergencial, também são um convite para tentarmos frear a desigualdade que o capitalismo insiste em criar. Estamos na luta para fazer chegar a TODES esse direito fundamental e inalienável para a manutenção da vida: o alimento!

Breque dos Apps! apoie a greve dos entregadores 01/07

“Para barrar a sanha dos aplicativos que se alimentam da exploração, entregadores prometem parar as atividades nas principais cidades do Brasil nesta quarta-feira (1º). A greve deve alcançar outros países da América Latina, como Argentina, Chile e México, já que as mesmas empresas estão presentes em diversos locais.

As principais reivindicações são o aumento do valor mínimo das entregas e dos pagamentos recebidos por quilômetro rodado. Eles querem o fim dos bloqueios indevidos. Por outro lado, também consideram injustos os sistemas de pontuação das plataformas

Em meio à pandemia, pedem ainda o custeio pelas empresas dos equipamentos de proteção individual (EPIs) – luva, máscara, álcool em gel – e licença remunerada para os trabalhadores que foram contaminados. Além disso, os entregadores reivindicam benefícios, como vale-refeição e seguro contra roubo, acidente e de vida.” Fonte: Rede Brasil Atual.

(Assine online)PREFEITO DE FLORIANÓPOLIS: SAÚDE E SANEAMENTO SIM, ASFALTAÇO NÃO!

PREFEITO DE FLORIANÓPOLIS: SAÚDE E SANEAMENTO SIM, ASFALTAÇO NÃO!

Assine aqui


VIMOS POR MEIO DESTA PETIÇÃO FAZER UMA DENÚNCIA DE IRRESPONSABILIDADE SOCIAL, EXIGINDO QUE O SENHOR PREFEITO DE FLORIANÓPOLIS, GEAN LOUREIRO, VETE IMEDIATAMENTE A LEI APROVADA NA CÂMARA DOS VEREADORES, NO DIA 03/04/2020, QUE AUTORIZA A PREFEITURA ASSUMIR EMPRÉSTIMO DE 100 MILHÕES DE REAIS PARA AS OBRAS DO “ASFALTAÇO”, EM MOMENTO QUE A CIDADE VIVE UMA EMERGÊNCIA SOCIAL E SANITÁRIA, PELA OCORRÊNCIA DA PANDEMIA PROVOCADA PELO NOVO CORONAVÍRUS.

A atual situação de extrema emergência, todos sabemos, exige prioridade na destinação de recursos públicos (equipes, remédios, equipamentos, obras e financiamentos para o combate ao coronavírus).
Porém, os vereadores romperam com a decisão tomada na primeira sessão virtual, de tratar durante a quarentena exclusivamente de projetos emergenciais relativos à pandemia.

Os vereadores: Erádio Manoel Gonçalves, Claudinei Marques, Dalmo Meneses, Edinon Manoel da Rosa, Renato Gesk, Jeferson Backer, Guilherme Pereira, Domingos Zancanaro, Milton Barcelos, Fábio Braga, Gabriel Meurer, Maria da Graça Dutra e Marcelo da Intendência, aprovaram para o Prefeito Gean Loureiro e seu vice João Batista, num ato desumano de irresponsabilidade social, por interesse e pressão de uma MINORIA do setor imobiliário e da construção civil (que apoiam suas campanhas), a autorização para contrair empréstimo de 100 milhões de reais, para mais obras do “ASFALTAÇO”.

Empréstimo que não prevê um único centavo que vá direito para saúde ou saneamento básico, estes sim essenciais na promoção do interesse da MAIORIA, em defesa da vida dos mais de 500 mil habitantes de Florianópolis, em especial, das mais de 80 mil pessoas que moram nos morros e periferias.

Essas pessoas vivem em condições desumanas, inadequadas e precárias de moradia, sem saneamento básico (abastecimento de água e esgotamento sanitário). Vivem sem água nem para cozinhar, nem para lavar as mãos e tomar banho, condições vitais para alimentação e higiene. São nessas comunidades, onde a ação de contaminação e propagação do coronavírus pode ser mais arrasadora, que existe a previsão de centenas de milhares de mortes no Brasil.

ESTA DECISÃO GENOCIDA TEM QUE SER ANULADA.
SAÚDE, ASSISTÊNCIA SOCIAL E SANEAMENTO SIM, EM UMA PANDEMIA, A PRIORIDADE SÃO NOSSAS VIDAS, ASFALTAÇO NÃO!

Pelo imediato veto do projeto de lei aprovado pelos vereadores, que autoriza o empréstimo para obras do “asfaltaço” em plena pandemia.

Coletivo Ocupações Urbanas de Florianópolis,
Movimento Nacional de Moradia,
MST

🏳️‍🌈 SEMANA DO ORGULHO LGBTI+ DE FLORIANÓPOLIS, DE 25/06 A 01/07


Dia 28 de junho é o DIA INTERNACIONAL DO ORGULHO LGBTI+ e, com o objetivo de unificar a agenda dos eventos temáticos que ocorrerão em Florianópolis, fortalecer a divulgação e incentivar a participação de todos, criamos esta agenda unificada!

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

🌈 Terça-feira, 25/06

✨ Reunião Ampliada da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e de Igualdade de Gênero da Câmara de Vereadores de Florianópolis sobre o Plano Municipal LGBTI+
19h | Plenarinho da Câmara (Centro)
https://www.facebook.com/events/422961705010698/?ti=as

🌈 Quarta-feira, 26/06

✨ Aula pública: Direitos e Políticas Públicas LGBTI+
12h | Escadaria da Catedral (Centro)
https://www.facebook.com/events/319593458990596/?ti=wa

✨ Chá das mina: conversa com a população de rua LGBTI+
14h | Instituto Arco-Íris (Centro)

🌈 Quinta-feira, 27/06

✨ Cinedebate: Depois do Fervo
19h | Escadaria do Rosário (Centro)
https://www.facebook.com/events/469096500304581/?ti=wa

✨ Somos ADEH: Festa de música brasileira em apoio à instituição de combate à LGBTIfobia
19h | Madalena Bar

🌈 Sexta-feira, 28/06

✨ CAMINHADA DO ORGULHO LGBTI+
Concentração: 17h | TICEN (Centro)
https://www.facebook.com/events/469603827157527/?ti=ia

✨ 50 anos de Stonewall LGBTI+ Floripa Resiste
Square Lab – Museu da Escola (Centro)
14h | Abertura
15h | Mesa: LGBTI+ no Esporte
16h | Mesa: Conselho LGBTI+ e a importância de se organizar politicamente
17h | Mesa: Orgulho e resistência: Entre Stonewall e o Brasil
18h às 22h | Apresentação de dança, circo, drag e shows musicais
https://www.facebook.com/events/606308193112572/?ti=wa

✨ Chuva de Glitter – Nosso Orgulho é só o Começo
18h30 – 22:30 | Hercílio Luz, em frente a La Kahlo Bodega
https://www.facebook.com/events/415466449056213/?ti=wa

✨ Festa: Stonewall Celebration
Discotecagem com clássicos LGBTI+
22h | Madalena Bar (Centro)

🌈 Sábado, 29/06

✨ UNAS – Movimento, Conexão e Diversidade (Evento Pago)
Mutama – Escola de Movimento e Expressão (Trindade)
10:00 – 12:00 | Workshop VOGUE DANCE
14:00 – 16:00 | Workshop TECIDO ACROBÁTICO
16:00 – 18:00 | Workshop de conscientização: música eletrônica e performance corporal
18:30 – 21:30 | Roda de conversa
14:00 – 20:00 | Flash tattoo
https://www.facebook.com/events/2364734540255106/?ti=wa

🌈 Segunda-feira, 01/07

✨ IV Seminário de Atenção Psicossocial
Simpósio sobre Psicologia, Travestilidades e Transexualidades: Compromissos ético-políticos da Despatologização
18h30 | Centro Sul (Centro)

📣 Se você souber de mais algum evento ou atividade relacionada ao ORGULHO LGBTI+ basta postar no mural do evento que incluímos aqui na descrição e ajudamos na divulgação!

✊🏼 Este evento é uma construção coletiva:
8M SC
Frente Catarinense pela Descriminalização e Legalização do Aborto
Conselho Municipal LGBT de Florianópolis
Marcha Mundial das Mulheres – MMM
IEG/UFSC
Setorial LGBT do PSOL
Núcleo Municipal LGBTI+ do PT
Aplicativo Nohs Somos
Assessoria do vereador Lino Peres
Acontece Arte e Política LGBTI+
Lambe.ai

✊🏼 Apoio:
Cineparedão UFSC
Sintufsc – Sindicato dos Trabalhadores da UFSC
Sinjusc – Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina
Sindprevs – Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Serviço Público Federal em Santa Catarina
Sindsaude – Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde Pública Estadual e Privado de Florianópolis e Região
Sinasefe – Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica

Caminhada pelos imigrantes! 25/06

No dia 03 de junho, em São José, Kerby Tingue, imigrante haitiano, pai, trabalhador e estudante do IFSC, foi assassinado. 
Kerby tinha 32 anos e chegou há 2 anos em Florianópolis, onde construiu muitos laços e trabalhou para ajudar a familia que ficou no Haiti.

A *Cáritas Brasileira Regional de Santa Catarina*, junto ao *Grupo de Apoio aos Imigrantes e Refugiados da Grande Florianópolis*, convida a todos e todas para uma caminhada pelos direitos dos/as imigrantes e em memória de *Kerby Tingue*.

Em junho é comemorada internacionalmente a *Semana do Migrante*. Em várias partes do mundo e do Brasil, a Cáritas está organizando caminhadas pelos imigrantes e, principalmente, com os imigrantes. Santa Catarina é um dos estados que mais recebe pessoas de outras regiões e países, no entanto nos faltam políticas públicas para atender a essa população, que muitas vezes acaba tendo seus direitos mais básicos violados. Não bastasse isso, aqui ainda enfrentam a xenofobia e a violência racista.
*Dia 25 de junho, caminharemos juntos/as pelo acesso aos direitos, pela memória de Kerby e em solidariedade aos seus amigos/as e familiares. O encontro será às 17h ao lado do Centro de Referência de Atendimento ao Imigrante (Rua Tenente Silveira, 225 – Centro)*

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/822156024830260/

Marcha contra a violência policial – 25 de abril

MARCHA CONTRA A VIOLÊNCIA POLICIAL EM DEFESA DE DIREITOS E PELA DEMOCRACIA

Desde 2016 duplicaram as mortes pela polícia em Santa Catarina. Entre janeiro de 2011 e março de 2019, 588 pessoas morreram pelas mãos da polícia militar, enquanto, no mesmo período, 4 PMs foram assassinados. Cerca de 80% das pessoas mortas pela polícia são negras, evidenciando o racismo e a seletividade das ações policiais. As populações mais atingidas pela violência das forças de segurança pública tem sido moradoras(es) de periferias urbanas, indígenas, quilombolas, imigrantes e pessoas LGBTI+.

Essa situação vem piorando no governo Bolsonaro, com a política de cortes nos benefícios sociais e o estímulo ao armamento. Em Florianópolis, sem mandado judicial, policiais fazem batidas nas comunidades, derrubam casas e agridem moradoras(es), transformando a vida de quem mais precisa de proteção do Estado em um pesadelo. As abordagens são extremamente violentas, e frequentemente configuram casos de comportamento abusivo da polícia.

Não podemos aceitar tudo isso caldas(os)!

POR ISSO, marchamos:
Pelo fim da violência policial e do abuso de poder;
Pelo direito à moradia digna e contra os ataques às ocupações urbanas;
Pelo fim do genocídio da população negra; 
Contra a guerra às drogas que criminaliza sobretudo pessoas negras e pobres; 
Contra o desmonte de políticas públicas e contra a Reforma da Previdência, porque os ataques à aposentadoria e aos benefícios sociais de trabalhadoras e trabalhadores também configuram violência; 
Em defesa da Democracia, para que todos os nossos direitos sejam respeitados!

Ao participar da mobilização vista preto, nossa roupa de luto em luta!

#COU #ColetivoOcupacoesUrbanas