Estamos em greve… Por quê?

Porque os professores e professoras da rede estadual de Santa Catarina estão em greve?

O Digna Raiva perguntou para aqueles e aquelas que estão todos os dias com as estudantes e estudantes, quem passa todas as dificuldades decorrentes da precarização da carreira, de escolas sucateadas e direções nomeadas.
Edição: Digna Raiva – Mídia Anarquista
Música: Greve dos Professores – Educação em pauta – Pauta em Rap.

Porque os professores e professoras da rede estadual de Santa Catarina estão em greve?

Porque os professores e professoras da rede estadual de Santa Catarina estão em greve?

O Digna Raiva perguntou para aqueles e aquelas que estão todos os dias com as estudantes e estudantes, quem passa todas as dificuldades decorrentes da precarização da carreira, de escolas sucateadas e direções nomeadas.

Edição: Digna Raiva – Mídia Anarquista

Música: Greve dos Professores – Educação em pauta – Pauta em Rap.

Estamos em greve… Por quê? from Digna Raiva Videoativismo on Vimeo.

Servidor da UDESC denuncia a Administração da UDESC

7º MATÉRIA

Servidor da UDESC denuncia a Administração da UDESC, por condutas que possivelmente tipificam-se como atos criminosos, para 10 órgãos (dentre os quais: MP/SC, MPF/SC, TCE/SC, PGE/SC e ALESC) com possível dano ao erário estimadas em R$ 2 milhões proveniente de ato de gestão.
Duas das motivações que coloca é de ter acontecido, em 2013, uma grande “Pizza” e que as pessoas que, possivelmente, deram causa aos desvios continuam exatamente como estavam. Enquanto que os que batalharam pela correção foram todos “punidos” seja por assédio moral seja por perda de cargo e/ou função.
O documento de 63 páginas e 2 planilhas foi entregue acompanhado de aproximadamente 700 páginas de indícios de prova.

A denúncia completa pode ser vista em:

https://mega.co.nz/#!GZon2JzR!81ZJU84PoSBrVmgdzHH487Ivl4tNYUhyTIcEf7c0ddM

Resumidamente o documento pede auditoria e investigação sobre a possível prática de ato de improbidade administrativa no vestibular entre os anos de 2009 à 2014 e no Sistema de Gestão Acadêmica (sistema SIGA).
Pede-se, também, investigação de quem possivelmente direcionou a licitação de 2013 superfaturando-a em 1.214,16% e há o pedido de avaliação de suspenção de pagamentos às empresas Meridian (Vestibular) e Edusoft (SIGA).
No total elenca-se 191 possíveis irregularidades a luz de, por exemplo, da Constituição, da Lei de Responsabilidade Fiscal, da Lei de Improbidade Administrativa e da Lei Geral de Licitações.

A seguir, pequenos trechos da parte introdutória da denúncia:

“2.3.3 Dessa forma, para mim, são inconcebíveis os dados, atos e fatos aqui narrados. Impõe-me uma profunda indignação e necessidade de expor aos órgãos competentes a possível malversação de dinheiro público que, advindo do ICMS, quem mais perde é o povo menos favorecido e, com muita perversidade, visto que o catarinense menos abastado paga triplamente essa possível malversação (pelo ICMS, por menor possibilidade de não pagar uma faculdade e pelo pagamento da possível corrupção).”

“2.4.1 Uma boa parte dos recursos administrativos deveriam se direcionar para minimizar a falta de produtividade da Administração da UDESC:
Em minha opinião, há uma imensa falta de produtividade da Administração da UDESC em geral e na área de licitações (administrativa e jurídica) em particular. Há uma ineficiência geral, não por causa de seus Servidores e sim por falta de instrumentais para por todo o potencial da produtividade que eles têm em favor da UDESC.
O que me motiva a fazer esta Representação então é uma frustação de que em vez de atacar esses gargalos aplicando recursos (humanos, financeiros, o próprio tempo…) em pontos estratégicos para minimizar os efeitos desses estrangulamentos, alguns recursos são redirecionados em negócios, quem sabe, escusos e ineficientes. E se este dinheiro fosse investido na eliminação desta falta de produtividade? Quanto a UDESC economizaria? Lembrando que dinheiro que a UDESC economiza, via melhor aplicação é o mesmo dinheiro que o Povo Catarinense paga. Ao fim e a cabo a Sociedade Catarinense economiza.
2.4.1.1 Falta de um Sistema Administrativo Completo e Integrado (ERP):
Neste sentir há tamanha falta de softwares sistemáticos de revisão administrativa para reduzir a burocracia, mapear e aperfeiçoar processos, reduzir custos de gestão e tornar a tramitação de processos mais rápidos.”

“2.6.11 Nesse ato há fortes indícios que possivelmente a ação irregular partiu do Magnífico Vice-Reitor Marcus Tomasi, da Coordenadora de Vestibular e Concursos, Rosângela de Souza Machado e omissão do Secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação Jairo Wensing na licitação (anulada)

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/12/537507.shtml

https://www.facebook.com/JORNALdaUDESC

http://www.olivetesalmoria.com.br/inicio/8073-denuncias-apontam-desvios-de-r-2-milhoes-na-udesc.html

Advogados do SINTE Cadê o dinheiro dos professores e professoras?

Notificação extrajudicial revela que o escritório Cristovam & PALMEIRA ADVOGADOS ASSOCIADOS não estaria repassando o dinheiro das ações judiciais já ganhas pelo escritório a favor dos filiados e filiadas do SINTE.

Leia o Documento na integra:notificacao-juridico-sinte

JOSÉ SÉRGIO DA SILVA CRISTÓVAM, um dos sócios da Cristovam & PALMEIRA ADVOGADOS ASSOCIADOS, escritório de advocacia que defende os filiados e filiadas do SINTE, por meio de uma notificação extrajudicial de setembro de 2014  exige esclarecimentos  ao seu sócio MARCOS ROGÉRIO PALMEIRA sobre pagamentos recebidos em decorrências das ações judiciais promovidas e vitoriosas  em favor dos membros da categoria do SINTE/SC.

Desde o dia 12 de dezembro, quando recebemos a notificação, procuramos junto a sindicalistas do SINTE esclarecimentos sobre o conteúdo do documento, em coversas informais foi revelado que o conteúdo da notificação já era conhecido por algumas regionais e pelo SINTE Estadual, e que em decorrência dos fatos relatados pela notificação haveria uma reunião  na segunda-feira dia 15, desmarcada pelo  Dr. Sergio por motivo de uma viagem a Brasília.
Perguntas que ficam: por que ao saber do conteúdo esse não foi revelado aos filiadas do SINTE-SC?  Por que não entraram em contato com as professoras e professores para que os mesmos verificassem o andamento das ações judiciais?  Por que o SINTE não moveu nenhuma ação na OAB e nem no Ministério Público quando ciente do conteúdo da notificação?

Criar o poder popular passa pelo acesso a informação!

Matéria assinada por Digna raiva Videoativismo.

Por uma educação sem catracas! (replicação PinteLute)

Durante a última sexta e domingo, a convite de um grupo de alunas que apresentava seu trabalho da Feira de Ciências, pintamos na Escola Estadual Martins Veras. O tema foi proposto e debatido pelos próprios alunos\as e a partir disso foi criado um desenho que tematiza a questão do transporte coletivo e da educação. Mais um mural contra as catracas que nos privam do direito à cidade, do acesso a direitos básicos como a saúde e a educação!

Hoje (segunda), recebemos a notícia de que a escola quer cobrir o mural, transformá-lo na mesma parede vazia de antes, por conta do conteúdo transmitido. Deve-se lembrar que os esboços e o tema do mural foram apresentados para a escola, e que o mural foi feito com ajuda dos\as alunos\as e seus materiais, como do próprio coletivo, sem ajuda alguma da instituição!

Se por um lado ficamos tristes com a notícia, ao mesmo tempo nos alegramos, pois isso mostra quanto o mural político incomoda, amedronta, pois de alguma forma empodera e incentiva os\as alunos\as a lutarem por melhor condições de educação e transporte. E obviamente, essas idéias assustam algumas pessoas.

A Gerência da Educação do Estado de Santa Catarina há alguns meses atrás inclusive impediu a entrada de um dos integrantes do Coletivo Pinte e Lute, também militante do Movimento Passe Livre, por incentivar a organização estudantil dentro do colégio.

Agora o Pinte e Lute, junto com os\as alunos\as e grêmio estudantil, vamos lutar para que não cubram o mural!

sem catraca 3 semctracasem catraca 2

# Educação – Entrevista com professor Eduardo (replicação)

eduardo.perondi Texto de Elaine Tavares

Luta por escola mostra o autoritarismo do governo de Santa Catarina

Quatro professores da rede estadual estão afastados de suas funções de ensino, respondendo processo administrativo, pelo simples fato de que se colocaram junto à comunidade do sul da ilha, em Florianópolis, na defesa de uma escola capaz de abrigar alunos e professores com um mínimo de qualidade.  
 
A história começa na Escola João Gonçalves Pinheiro, que fica no bairro Rio Tavares, desde há muitos anos sucateada e em precárias condições.  Infiltrações, esgoto à céu aberto,  estrutura desmoronando, falta de espaço para novos alunos e consequente falta de vagas.  A situação gerou lutas na comunidade e o governo prometeu uma escola nova, que deveria ter sido concluída em 2010. Não foi. O prédio custou a subir e quando subiu veio com um problema adicional. A escola nova ficaria colada ao terminal de ônibus do Rio Tavares. É que quando o projeto foi criado ali não havia o terminal e ninguém poderia prever que as janelas das salas de aula ficariam voltadas para as plataformas.  Os argumentos foram levantados, mas ninguém foi ouvido. Não houve mudança no projeto e a escola começou a ser erguida conforme o projeto original. Tudo bem, esse seria um problema para ser pensado no futuro.
 
Mas, as coisas começaram a demorar. A obra seguia lentamente e nada de terminar. Por outro lado, o velho colégio  se deteriorava, a ponto de ser praticamente um perigo estar ali dentro. Pais, alunos e professores começaram a se mobilizar. Fizeram reuniões, manifestos, protestos, exigindo que o governo apressasse o andar das obras, visto que o tempo passava e nada de prédio novo. Passaram-se quatro ano anos e nada, No final de 2013, a movimentação voltou a crescer dentro da escola. Novas reuniões, assembleias, manifestos. Ou o governo terminava a escola ou as atividades na João Gonçalves Pinheiro iriam parar. 
 
Quando o ano letivo de 2014 começou a nova escola não estava pronta. Mais uma vez os pais e reuniram e decidiram que não enviariam os filhos para a escola velha. Ou o governo entregava o prédio, ou teria que arcar com o ônus de impedir  - por absoluta falta de condições – o ensino de mais de 600 crianças e adolescentes. Os professores da escola, que participaram de todo o processo, concordaram em acatar a decisão da comunidade que se fez representar maciçamente nas reuniões. E é aí nesse ponto que começa a ação autoritária do governo de Raimundo Colombo, bem como do Ministério Público.
 
Rebelião de pais e alunos
 
Com a decisão dos pais em não enviar os filhos para a escola o ano letivo não começou na Escola João Gonçalves Pinheiro, provocando a reação do governo. Mas, em vez de dar aos alunos e pais a segurança de um espaço capaz de viabilizar o ensino com qualidade, a Secretaria de Educação pediu a intervenção do Ministério Público. Esse, em vez de exigir do governo a escola – que já atrasava em quatro anos  - ameaçou os pais. Caso não enviassem os filhos para a escola, seriam processados. Não bastasse isso, o governo estadual decidiu destituir a direção da escola, que compartilhava da decisão dos pais, e nomeou dois interventores. 
 
Só esses fatos já seriam dignos de repúdio, uma vez que as famílias e os professores estavam querendo garantir o cumprimento da promessa feita pelo governo, bem como proteger os alunos. Mas as coisas ainda ficaram piores. Tão logo chegaram os interventores, eles decidiram por “cortar a cabeça” dos professores que seguiam denunciando o golpe dado na democracia escolar e comunitária. Assim, enquadraram quatro deles em um processo administrativo e proibiram os mesmos de darem aula até que o processo termine. “O que nós estávamos fazendo era dar consequência a uma decisão da comunidade. Não foi coisa da nossa cabeça. Os pais se reuniram várias vezes, discutiram muito. Teve assembleia com até 300 pais, foi muito representativo. Eles não queriam que os filhos seguissem em risco na escola velha. Essa decisão tinha de ser respeitada. Mas, o governo preferiu punir os professores que estavam apenas lutando por melhorias e por mais vagas. Um golpe na democracia”, argumenta o professor Eduardo Perondi, um dos processados. “Na verdade, eles quiseram desmobilizar as pessoas para que ninguém mais reclamasse  do autoritarismo instalado ali”. 
 
Só que, como sempre acontece, os poderosos negam, acusam, prendem, punem e, depois, acabam tendo de fazer exatamente aquilo que as pessoas em luta demandaram. E foi assim que, finalmente aconteceu a mudança para a nova escola, ainda que o prédio não esteja totalmente pronto. Por outro lado, seguem atuando os interventores e seguem processados os professores. A nova escola já apresenta suas debilidades. As salas de aula estão voltadas para o terminal de ônibus e os alunos enfrentam o barulho, a poluição e a falta de atenção. Eduardo acredita que esses problemas terão consequências no processo pedagógico, mas avalia que devem ser enfrentados no debate democrático, na parceria com os pais. A comunidade mostrou que está preocupada com o ensino dos filhos e é certo que continuarão a acompanhar. A escola nova, por si só, não garante o bom ensino. E, essa, em particular, tem sido um bom exemplo para mostrar como atua o poder instituído, como a comunidade não é respeitada nas suas decisões. De certa forma, é pedagógico. 
 
Os professores, processados por lutarem pelo direitos dos alunos esperam que a comunidade esteja junto no acompanhamento do processo e que, igualmente, não aceite esse ato arbitrário e fora de propósito.  Justamente no ano em que se lembra os 50 anos do início do tenebroso período do regime militar, marcado pelo autoritarismo, violência e completa falta de democracia, é quase um despropósito que esses educadores sejam afastados de suas atividades justamente por acompanharem uma decisão democrática dos pais dos alunos. 
 

E essas são as histórias que se escondem atrás dos muros das escolas estaduais, sem que a imprensa comercial divulgue uma linha. Basta que a comunidade se levante em luta, que professores se aliem aos desejos de pais e alunos por uma escola digna, que lá vem o estado, aplastando tudo. A educação segue sendo um privilégio de poucos… Aos empobrecidos, sobram as migalhas, a violência, o autoritarismo e abafamento das ilusões.
Fonte: http://eteia.blogspot.com.br/2014/05/luta-por-escola-mostra-o-autoritarismo.html