Natal Solidário das Ocupações por Moradia da Grande Florianópolis

Na Grande Florianópolis existem centenas de famílias que estão na luta por moradia através das ocupações.

No próximo sábado e domingo faremos outras DUAS Festas de NATAL SOLIDÁRIO das OCUPAÇÕES:

🏘 sábado (22.12) das 14h ate 19h: NOVA ESPERANÇA em conjunto com a MESTRE MOA e BEIRA RIO com mais de 300 famílias no Bairro Brejarú Palhoça

🏘 domingo (23.12) das 14h as 19h: MARIELLE FRANCO com mais de 110 famílias no Alto da Caieira do Saco dos Limões no Maciço do Morro da Cruz

Teremos atividades de lazer. E precisamos de *doação de presentes para as crianças e do café solidário*.

Além disso precisamos consolidar e dar DIGNIDADE E CONDIÇÕES MÍNIMAS para as ocupações. Por isso estamos aproveitando para *ARRECADAR RECURSOS para execução e melhoria de infraestruturas de rede elétrica água e esgoto*.

Para a rede elétrica: fios, disjuntores, tomadas, interruptor, mangueiras, tubulações, conexões.}

Para a execução de módulos de banheiros coletivos e cozinhas comunitárias: Cimento, brita, areia, tábua de caixaria, telhas, fibrocimento, chuveiro, torneira.

Para estas infraestruturas coletivas além desses materiais citada acima, ou doação financeira, aceitamos outros materiais e eletrodomésticos usados como: – bacia sanitária – pia de banheiro -pia de cozinha – geladeira fogão – micro ondas – liquidificador – batedeiras – garrafa-térmica – lixeiras – escorredor – ventilador teto e móvel – panelas
baldes – pratos – -xícaras – talheres – cafeteiras – pano de louça – produtos higiene pessoal, cozinha e área de serviço – varal – prendedor- toalhas de prato – toalhas de rosto e banho – pá enxada -picareta
foice – roçadeira.

Participe desta rede de solidariedade!

(Locais de doação na imagem em anexo).

 

Especial – Fora G20! N25 em Buenos Aires (Dia 26/11/ 2018)

Na segunda-feira, 26 de Novembro, milhares de organizações populares foram as ruas no Dia Internacional de combate a violência contra mulheres. Os protestos feministas também rechaçaram a reunião do G20, exigindo uma vida digna para suas comunidades.

Día de lucha contra la violencia hacia las mujeres

Cumbre de los Pueblos: Tribunal Ético Popular Feminista

Baigorria: “son momento realmente trágicos en materia de retroceso en derechos laborales”

Contra la revancha misógina de la justicia patriarcal, colonial y racista

 

Especial – Fora G20! (Dia 26/11/ 2018)

Foto: Coletivo 1508

Na segunda-feira, dia 26, pela manhã protestos reuniram mais de 20 mil pessoas no centro de Buenos Aires contra o assassinado no dia 22 de novembro de Rodolfo “Ronald” Orellana, de 35 anos, morto a tiros durante um ataque policial à ocupação Villa Celina, em La Matanza, periferia da capital argentina e Marcos Soria, de 32 anos, executado pela polícia em Córdoba, dois dias depois. Ambos eram militantes vinculados a CTEP (Confederación de Trabajadores de la Economía Popular). O protesto exigiu também a libertação de quatro militantes presos na mesma ação policial que assassinou Orellana. Após a forte pressão popular as quatro pessoas foram soltas na terça-feira, dia 27 de novembro.

Leia mais matérias do Coletivo 1508:

Movimentos exigem justiça para trabalhadores assassinados na Argentina

Polícia mata militante sem terra na Argentina

Argentina: outro militante assassinado

N25 em Buenos Aires: Contra o patriarcado e o G20 .

Dia 26 de novembro, milhares de pessoas marcharam do senado argentino a casa Rosada, sede do poder executivo, em Buenos Aires. Houveram marchas também em La Plata, Córdoba e Rosário e outras províncias.

O protesto pelo Dia Internacional de combate a violência às mulheres aconteceu na semana de lutas contra o G20. O grupo de chefes de Estado dos países ricos e desenvolvimento e representantes do capital se reúnem na argentina entre 30 de novembro e 1 de dezembro.

Mais fotos aqui

 

 

 

 

 

Durante o protesto entrevistamos mulheres do movimento de luta por moradia:

O aparato de segurança militarizado para receber chefes de Estado e representantes do capital internacional está sendo questionado pela população que está sendo obrigada a se registrar para receber credenciamento para transitar e trabalhar nos bairros e por um processo amplo de criação de inimigos internos.

Matérias do Coletivos 1508:

O Estado argentino teme o Povos: O operativo de repressão para o G20

Invenção do Inimigo Interno e repressão na Argentina

Mais Informações: No Al G20

 

Pronunciamento, um ano depois. Por Vladimir Safatle

‘Lei não é feita para bandido, o Brasil ama a ordem e o progresso’

“Brasileiros amantes da pátria, venho a público em cadeia nacional, um ano após nossa grande vitória nas eleições de 2018, para anunciar medidas que nosso governo tomará contra o grave momento por que passamos. As forças subversivas que lutam dentro de nosso país contra os interesses supremos da pátria, aliados ao comunismo internacional, se voltaram contra as reformas que implementamos neste ano de 2019, semeando mentiras, cizânias e fake news entre o povo.

Quando flexibilizamos as leis de trabalho para garantir que os empresários voltassem a empregar mais, tirando entulhos que eles chamavam de ‘direitos’, esses delinquentes foram capazes de sorrateiramente convencer gente ingênua de que nós estávamos apenas governando para os ricos. Porra, quando eu falei que era melhor ter menos direitos e emprego do que mais direitos e desemprego parece que teve gente que não entendeu. O cara fica sonhando com férias, 13º, acordo coletivo, mas ninguém queria contratar.

Então a gente liberou e os empregos apareceram, tá OK?

Aí veio essa gente dizendo que os salários desses empregos eram muito mais baixos e sem garantias, que minha política era responsável por deixar os pobres ainda mais pobres, mesmo trabalhando mais e em condições piores, enquanto diminuía os impostos dos ricos. Eu botei uma alíquota única para o imposto de renda, 20% para todo mundo, e teve gente que ainda reclamou que os mais pobres perderam sua isenção fiscal. Mas todo mundo tem que colaborar. Todo mundo tem que pensar no Brasil.

Só que esse pessoal se aproveitou para criar aquela balbúrdia que vocês viram. O governo não ia deixar o país parar por causa daquelas greves e manifestações na rua. Mandei mesmo a polícia intervir. Fazer o que se aqueles vermelhos foram para cima das forças da ordem e elas reagiram? Porra, vocês acham o quê? Se teve 14 mortes, paciência. Esse país não vai virar uma Venezuela.

Depois, veio uma ONG estrangeira, dessa gente que fica comparando o Brasil às Filipinas e à Turquia, para dizer que o aumento da violência neste ano foi gerado pelo aumento da desigualdade e pela concentração de renda que meu governo teria produzido. Conversa. Violência é coisa de bandido, chega de passar a mão na cabeça de malandro. Só que esse pessoal ainda fica rodando o mundo com as cenas daqueles dois garotos que entraram em uma escola de elite de São Paulo e metralharam 25.

O que isso tem a ver com a liberação do porte de armas que fizemos no meu governo? Tudo isso é coisa de gente mal intencionada, tá OK? Hoje, os professores andam armados e estão mais seguros. Por isso, mandei essas ONGs para fora do país e aprovamos uma Lei da Informação verdadeira. Quem mentir dançou. Cadeia.

Agora, tem gente de novo na rua dizendo que eu não estou nem aí com a saúde pública, que está tudo sucateado e o povo apodrece em fila de hospital porque não aumentei os recursos para o SUS. Eu tinha dito que não ia aumentar mesmo, que não precisava disso. Mas aqueles médicos cubanos vieram com essa história de terem que tirar dinheiro do próprio bolso para comprar medicamentos para os pacientes. É coisa de cubano.

Juntou esse povo com os estudantes riquinhos que perderam sua mamata porque as universidades públicas agora são pagas e cortamos a verba desse pessoal que tinha fetiche de diploma. Aquilo era só doutrinação comunista e gayzista, ninguém vai sentir falta dos 5.000 professores que botamos para fora porque só faziam doutrinação.

Os pais têm que se preocupar com o ensino fundamental. Universidade para quê? O que falta é educação moral e cívica. Agora, se não tem gente que quer ser professor de ensino fundamental porque as tais condições de trabalho são ruins, paciência. Vamos fazer tudo a distância. E não venha falar em queda de qualidade. Esse pessoal gostava mesmo era da época em que o governo distribuía kit gay para nossas crianças.

Por tudo isso, eu e meu vice, o general Mourão, estamos decretando estado de exceção para limpar de uma vez por todas este país dessa escória e garantir o crescimento, a prosperidade e a paz social. Lei não é feita para bandido. O Brasil ama a ordem e o progresso. Boa noite.”

FOLHA DE SP, 05.1O.18
Por Vladimir Safatle – Filósofo