REUNIÃO ABERTA PARA A CONSTRUÇÃO DO 28 DE SETEMBRO: DE LUTA PELA DESCRIMINALIZAÇÃO E LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NA AMÉRICA-LATINA E CARIBE


Movimentos que integram a Frente Catarinense pela Legalização do Aborto fazem um chamado para a reunião de organização do ato alusivo ao 28 de setembro, Dia de Luta pela Descriminalização e Legalização do aborto na América-latina e Caribe.

O chamado busca fortalecer uma mobilização frente à criminalização de mulheres que abortam e a criminalização dos movimentos sociais de forma ampla. “Em SC, a luta das mulheres está ameaçada”, alertam. A situação de intimação que sofrem pela via judicial, e que coloca em alerta outras frentes de luta social, será contextualizada na reunião.

Apoie a segunda edição da CriptoFunk

Evento discute privacidade na internet,
direitos digitais e funk na Favela da Maré

A CriptoFunk, evento gratuito que reúne debates, oficinas e festa sobre cuidados físicos, digitais e internet, chega a sua segunda edição em 2019. Prevista para acontecer no dia 14 de setembro, na Favela da Maré, no Rio de Janeiro, o evento-festa lança nesta semana uma campanha de financiamento colaborativo para sua realização. Para ajudar o evento, basta acessar benfeitoria e doar quantias a partir de R$ 15,00.

A iniciativa é inspirada no movimento global das Criptofestas. Com o lema “Criptografe dados, descriptografe o corpo”, a CriptoFunk busca promover a autonomia e liberdade das pessoas frente à influência das tecnologias em suas vidas. Em um mundo em que a internet ganha cada vez mais centralidade no cotidiano de grande parte da população, as discussões sobre privacidade na internet, algoritmos, direitos humanos e cuidados integrais (físicos, digitais e psicossociais) se tornam cada vez mais urgentes.

“A gente acha muito importante fazer a CriptoFunk no Complexo da Maré, porque traz debates que precisam ser cada vez mais disseminados e democratizados. As questões de liberdade e segurança digitais são muito novas para todo mundo. As soluções para essas questões só podem ser construídas a partir de múltiplos olhares, com uma diversidade de lugares e pessoas envolvidas nesse debate”, ressalta Clara Sacco, cofundadora do data_labe e uma das organizadoras do evento.

A campanha de financiamento recebe apoios até o dia 9 de setembro. Em troca, as(os) apoiadoras/es receberão brindes exclusivos, livros e até uma oficina de segurança digital. A CriptoFunk é um projeto coletivo e independente, formado por integrantes do data_labe, Escola de Ativismo, Intervozes e Coding Rights, e conta com apoio do Observatório de Favelas.

Inscrições abertas para Chamada de Atividades

Neste ano, a programação será construída colaborativamente e a Chamada para Atividades já está no ar. As inscrições vão até o dia 26 de agosto e devem ser feitas seguindo as instruções disponíveis no site: www.criptofunk.org. Podem ser propostas palestras, oficinas, rodas de conversa, exibição de filmes, instalações e performances artísticas, e DJ set de funk para a festa que encerra o evento.

As(os) proponentes poderão optar por uma ajuda de custo no valor de R$ 300,00 no ato da inscrição. As atividades devem dialogar com pelo menos um dos eixos temáticos da CriptoFunk: cuidados integrais (digital, físico, psicossocial); privacidade e direitos digitais; antivigilância; algoritmos e Direitos Humanos; corpo e tecnologias; gênero e tecnologias; raça e tecnologias; favela e tecnologias; ativismo e tecnologias; funk e tecnologias.

Apesar de você: Ocupar o centro velho implica em perguntar cidade para quem?

Músico foi atingido no abdômen por bala de borracha – Arquivo Pessoal/ND.

Dia 20 de janeiro, após o show do Los Desterros no Taliesyn guarnições da polícia militar foram a Rua Victor Meireles para dispersar um grupo de pessoas que estava cometendo o grave delito de cantar samba e conversar na rua.

Palmas e vozes cantando “Apesar de Você” foram suficientemente provocativas para desperta o ódio do policiais militares? Não sei, a música “Apesar de Você”, uma dura crítica a ditadura civil-militar que durou 21 anos e deixou marcas profundas na sociedade brasileira como a herança maldita de uma policia militar, pode ter sido o motivo para alguns policiais atacarem de forma sádica pessoas.

Ainda assim, acho que o motivo dessa merda toda que aconteceu dia 20/01/2019 tem sua historicidade refletida na conjuntura onde torturadores são chamados de heróis pelo Talibã Neoliberal no Bananistão (Brasil), algo que entre outras coisas, torna ainda mais forte o que são a Policia Militar e as Guardas Municipais: braços armados executores da política de amplos processos de higienização social e controle social armado dos centros urbanos.

Essa política de de higienização social e controle social armado se erradia por toda cidade em Florianópolis, não são parte do ideário de outra política, de nova política como gostam falar os empreendedores, viúvas da ditadura e de neofascistas do MBL, é mesma política dos anos 2000 que fez de Florianópolis laboratório para teste da política de segurança pública tolerância zero, na época governada pela clã Amin.

Ironia?
No dia 20, havia desde a tarde uma grande concentração de pessoas na região da Rua Vitor Meireles por causa o evento promovido pelo “Square Lab, o primeiro coworking a céu aberto do Brasil, um super projeto do Centro Sapiens que promete ocupar e promover, através da economia criativa, o espaço entre a antiga Escola Antonieta de Barros e o Museu da Escola Catarinense, no Centro de Floripa”. Onde a atração principal era a banda Franscisco El Hombre, conhecida por suas letras de contestação.
Por que irônico? Porque se estava justamente comemorando o lançamento um projeto que faz parte da nada transparente e nada democrática política dos gestores de empresas privadas do Centro Sapiens, a CDL e a Prefeitura, promotoras de higienização social.

O que aconteceu no Taliesyn?

O bar fechado meia hora antes por ordem da PM, antes chegarem com reforços com armas menos letais. O inicio das agressões policiais começaram com a baforada de gás de pimenta da PM no pessoal que cantava samba, totalmente despropositada. Vi um professor da rede estadual com o rosto coberto de spray de pimenta, e como se não fosse suficiente foram desferidos disparos a queima roupa lhe acertando em cheio e causando três lesões: duas na região próxima a axila e uma próxima ao pescoço. Qual o crime do professor, cantar e reclamar do primeira agressão?

Essa cena não te diz nada? A intenção não era dispersar as pessoas ou conter alguém mais exaltado, mas causar uma lesão corporal grave, daquelas que cegam de um olho, quebram ossos e dentes, como a gente já viu acontecer aqui na cidade tantas vezes.

Dali em diante foi uma correria, encontrei um jovem que havia recebido um tiro no braço, estava bem machucado; uma mulher que ao tentar fugir da PM caiu quebrando o dedo e ferindo o queixo; o relato de uma jovem que levou um cacetada na cabeça e teve o celular furtado pela PM ao tentar gravar o que estava acontecendo; e de um outro professor que levou um tapa no rosto tão forte que chegou a cair no chão e ficou com os lábios feridos. Outros relatos estão no Facebook e já foram publicados na imprensa local.

Durante a ação os policiais gritavam “Agora é Bolsonaro. Porra!” enquanto distribuíam cacetadas a torto a direito atiravam balas de borracha como se estivessem curtindo um carnaval antecipado, lembrando dos episódios na Lagoa, Santo Antônio e Sambaqui onde a PM fez nos carnavais passados verdadeiros fiascos.

Não foi a primeira vez que se escuta policiais gritando “Agora é Bolsonaro!” No fim de 2018, quando as pessoas estavam indo embora do GeoSamba, uma roda de samba dentro da UFSC na frente do Museu de Arqueologia, a policia chegou e distribuiu tiro, porrada e bomba aos gritos que expressam o que eles entendem em ter um completo cretino racista, homofóbico e autoritário como presidente: A liberdade de passar por cima da Constituição e das normas da própria corporação quanto aos procedimentos dos agentes da segurança pública e servidores públicos.

O “Agora é Bolsonaro” é isso aí… a democratização da porrada, não mais restrita as camadas mais pobres e vulneráveis e movimentos populares. Se essa violência institucional escandaliza, ela não surpreende.

A tempos que o sonho da nossa elite escravocrata de Floripa é se vingar de tudo e todxs que consideram uma ameaça ao sonho de uma cidade mais branca para turistas e moradores ricos. O sonho fez do Mercado Publico Municipal um lugar horroroso de concentração das classes médias brancas onde antes havia todo tipo de “gentes” curtindo samba e reggae. Um sonho que não está sendo implantado só pela porrada, mas também, pela prefeitura e o centro sapiens com um nome bonito de indústria criativa com requintes de gentrificação.

Resumindo e propondo ou as pessoas que convivem no centro passam a exigir transparência e participação popular nos processos de reforma urbana na cidade ou estamos na merda. Cantando ou não “Bolsonada”, os copos deles continuam cheios e nosso ainda andam vazios. O calor da rua não pode ser apenas na hora da celebração e da “fextinhaaa”, enquanto tantas pessoas passam frio morando nas ruas.

Ocupar a cidade implica em perguntar: cidade para quem?

Só o poder popular muda a cidade! É tudo nosso! Não deixem nossas revoltas serem gourmetizadas!

Raiva Urbana

8M – Greve Internacional de Mulheres! Tempo de Rebelião! [Florianópolis]

8M – Greve Internacional de Mulheres! Tempo de Rebelião!

Se liga na programação aqui para Floripa.

Por que paramos:
Contra a DISCRIMINAÇÃO NO MUNDO DO TRABALHO, por SALÁRIOS IGUAIS, pela valorização do trabalho doméstico e de cuidados! Contra a invisibilização da FUNÇÃO SOCIAL DAS MÃES e contra a violação de seus direitos e de seus filhos e filhas!

Contra a REFORMA DA PREVIDÊNCIA DO GOLPISTA MICHEL TEMER. Nós, MULHERES, seremos as mais atingidas pela reforma. TEMER quer ROUBAR nosso direito à APOSENTADORIA DIGNA e à ampla SEGURIDADE SOCIAL.

Contra os efeitos CRUÉIS E ESCRAVAGISTAS DA REFORMA TRABALHISTA do GOVERNO GOLPISTA e por seu imediato CANCELAMENTO!

Contra a Emenda Constitucional 95, que congela os gastos com saúde, educação e segurança pública por 20 anos!

Pela democracia e soberania nacional!

Pelo direito das mulheres encarceradas que ainda sofrem com um sistema carcerário desumano. Em alguns estados, cerca de 70% estão presas preventivamente – sem ter sua sentença julgada!

Contra a opressão e dominação do CAPITAL INTERNACIONAL, que submete nossos países ao papel de servidores de grandes multinacionais, ESCRAVIZANDO trabalhadoras e trabalhadores!

Contra a VIOLÊNCIA MACHISTA que nos ATACA e MATA todos os dias: nas ruas, nos ônibus, dentro de nossas casas, nas escolas e nos ambientes de trabalho. No Brasil, acontece um estupro a cada 11 minutos. MULHERES SÃO MORTAS pelo fato de serem mulheres e o número de feminicídios aumenta a cada dia!

Pelo direito à livre expressão da sexualidade e das identidades de gênero e ao aborto legal, seguro e gratuito!

Contra a discriminação racial e o genocídio da população negra e indígena!

Pela vida de TODAS AS MULHERES: do campo, da cidade, das florestas e das águas!

PROGRAMAÇÃO DO 8M EM FLORIANÓPOLIS:

01/03 a 10/03 – La Kahlo Bodega – Exposição Violências Contra as Mulheres
01/03 19h – Morro do Mocotó – Resistências Reais: Mulheres Negras, Periféricas e de Matriz Africana
05/03 18:30- 22h – Instituto Arco-Íris – Lançamento da Frente pela Legalização do Aborto
07/03 08h às 18h – Assembleia Legislativa de Santa Catarina – SEMINÁRIO REGIONAL: “PELO FIM DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER” – Auditório Deputada Antonieta de Barros
07/03 às 19:30h – Cinema do CIC – Cinemática – 1ª Mostra Àjé Mulheres Negras no Cinema
08/03 – Largo da Alfândega:
08h às 16h – Tenda Jennifer – Espaço Ciranda e espaço para rodas de conversas e trocas de experiências.
08h às 17h – Tenda Olga Benário – Um olhar sobre a vida das mulheres encarceradas, com materiais e troca de correspondências.
08h às 17h – Tenda Mãe Gracinha – As mulheres quilombolas e a luta por direitos. Com exposição de fotos.
08h às 17h – Tenda Anticapitalista – Tenda da troca (tragam roupas, acessórios, sapatos e disponibilidade de troca de serviços)
09h às 12h – Tenda Valda Costa – Oficina de Grafite com Gabriela Olívia Marques
09h às 10:30h – Tenda Jennifer – Roda de Conversa com ADOSC
10h30m às 12h – Tenda Janete Cassol – Roda de Conversa: Branquitude e Negritude – com Mathizy Pinheiro, Lia Vainer, Vanda Pinedo (MNU) e Maria de Lourdes Mina (MNU)
12h às 13h – Coreto – Coletivo NEGA – Teatro/Performance
13h às 14h – Tenda Janete Cassol – Roda de Conversa: (IN)VISIBILIDADE TRANS – Desafios e Oportunidades – com Lirous K’yo Fonseca Ávila e Maria Zanela
13h – Madalenas – Cortejo
14h às 16h – Tenda Valda Costa – Oficina de Lambe com Kio za’s e
14h às 14:30h – Coletivo Independente Fluído – Performance
14h às 17h – Tenda Janete Cassol – Movimento sindical e social com debate: A Defesa da Democracia e da Soberania Nacional. A luta por Direitos e pela Vida das Mulheres.
14:30h às 15h – Coreto – Paz – Pocket Show Rap
15h às 15:30h – Coreto – KANDACE – Pocket Show Rap
15:30h às 16h – Coreto – Trama Feminina – Pocket Show Rap
16h às 16h30m – Coreto – MC Mooa – Pocket Show Rap
16:30h às 17h – Coreto – MC K47 – Pocket Show Rap
16h às 17h – Tenda Jennifer – Debate: mulheres com deficiência
17h às 17h30m – Coreto – Roda de Samba de terreiro – Samba a Três,com Elaine Sallas, Bu Amato e Tay Muller
17h – Concentração Marcha
17h40m às 18h – Coreto – Pollyana Tathyana Rodrigues (ADEH) – Pocket Show
18h Bloco Cores de Aidê – Abertura da Marcha
20h30m às 23h – Coreto – Batalha da Alfândega:
– Pocket Show: NOVE
– DJ’s Beats Batalha: Brum e Isa
– Apresentadoras: Luneti, Moa e Sara
– Chaves da Batalha: Gugie e Duda
– Playlist feminista: Olívia, Ana, Berra, Sara e Duda
20h – Casa de Noca – Tempo de Resistência – Rumo ao FSM
10/03 – La Kahlo Bodega – das 15:30 às 21h – Até Quando? Não me Kahlo!

O 8MBrasilSC 2018 – Greve Internacional de Mulheres em SC é organizado por mulheres autônomas, de coletivos, movimentos, sindicatos, federações e associações, seguindo o chamado internacional para o 8 de MARÇO. No facebook: 8M Brasil SC.

XØKE – Mo(n)stra Independente de Arte de Guerra de 06/12 até 10/12

Replicação de Catarinas.info.

A terceira edição da #XØKE acontece entre 6 e 10 de dezembro de 2017 por diversos espaços de Florianópolis. Serão 5 dias de programação com 45 ações, entre interferências urbanas – e na praia , exibição de vídeos, intervenções impressas – através de lambes, rodas de conversa, oficinas, entre outras atividades.

“A XØKE :: Mostra independente de arte de guerra é uma ≡ ∆ MO(n)STRA ∆ sem corpo e sem nome que penetra nas brechas no cis-tema_ ebulição vulcânica de muitos gritos contidos_ rasgando o chão que sustenta a ordem nossa de cada dia_ DiStOrCeNdO a imagem limpa e cheirosa dos cartões postais ††††††† saem dos bueiros o mal-estar da cidade oculta e invisível, aquela que não se quer ver, dilacerando a mão estendida e podre do colonizador que conta suas nota$ sujas sentado sobre as CORPAS que não são contadas.”

P R O G R A M A Ç Ã O

QUARTA-FEIRA|  06. 12
09h-13h | Local: Casa 431 (Rua Visconde de Ouro Preto, 431 – Centro)
Oficina “O Corpo em Jogo na Cidade” (9h -12h)  com Entropia Experiências Artísticas (SC)
INSCRIÇÕES: goo.gl/forms/0AtzxLn8XwpWuUDb2
*Contribuição espontânea*

11h | Saída: Ônibus TICEN-TICAN (Centro)
PÓ-E-SCIA PERFORMÁTICA (30min)  com Ayvu (SC)

12h | Local: Largo da Catedral
pra colapsar distância: insistência (1h)  com Le Bafão e Nick Ferreira(SC/TO)

13h | Local: Praça XV
Intervervenção do Trio Arroz de Festa (30min)  com Trio Arroz de Festa(SC)

15h | Local: Praça XV
À Deriva Sonora (45min)  com Rodrigo Ramos (SC)

15h30 | Local: Largo da Alfândega
PORNOCÓPIA (30 min)  com Estúdio de Arte Rebelde (SC)

A definir | Local: Senadinho (Rua Felipe Schmidt – Centro)
O ABISMO (2h)  com A)Gentes do Riso (SC)

17h | Local: Casa Vermelha (R. Conselheiro Mafra, 590 – Centro)
ANSEIOS (30min) com  Ieda M Takaya (SP)

20h | Local: Largo da Alfândega
Vídeos de XØKE ||| Territórios móveis: rua como relação e guerrilha ||| (41min)
Melindrosa ~~~ Ana Luisa Santos
infiltration º2 ~~ Manuel López
P/HERZER ~~ Caio Jade e Lu Hiroshi
registro – Desidentidade | Mulher – Dani Barsoumian ~~ Jeffe Grochovs
Contemplacão ~~ Van Jesus

21h | Local: La Kahlo Bodega (Av. Hercílio Luz, 633 – Centro)
Depois da inocência (10min)  com Maini Ian (SC)

21h30 | Local: La Kahlo Bodega (Av. Hercílio Luz, 633 – Centro)
JENYFER (10min)  com OS Indirigíveis (SC)

22h | Local: La Kahlo Bodega (Av. Hercílio Luz, 633 – Centro)
Fracasso é pra poucos (20min)  com Marília Madalena Outra Fulô (SC)

QUINTA-FEIRA 07.12
09h-13h | Local: Casa 431 (Rua Visconde de Ouro Preto, 431 – Centro)
Oficina “O Corpo em Jogo na Cidade”  com Entropia – Experiências Artísticas (SC)
INSCRIÇÕES: goo.gl/forms/0AtzxLn8XwpWuUDb2
*Contribuição espontânea*

10h | Local: Conselheiro Mafra
INTERVENÇÃO CIRÚRGICA (1h)  com Caroline Serafim Dias e SilMar P RioMar (SC)

12h | Local: Rua Conselheiro Mafra
Chronos-orgia (1h)  com Passarinha in Xamas (SC)

13h | Local: Rua Trajano
Kinksters (40 min)  com Van der Ground

14h | Local: Casa Vermelha (R. Conselheiro Mafra, 590 – centro)
Escuta esse silêncio! (1h30) com Nemê Dan Saramor (SP)

15h | Local: Rua João Pinto
URRO (30 min) com Desordenada Coletivo Artístico (PR)

16h | Saída: TICEN – Plataforma B
Jam Busão (1h) com Coletivo Transitório de Praticantes de Contato Improvisação da Ilha
Trajeto: TICEN – TIRIO – Campeche

16h30 | Local: Largo da Alfândega
Biruta Nua e Crua (30 min) com Calini Detoni [ Palhaça Biruta ] (SC)

17h30 | Local: Travessa Ratcliff
Onça Pintosa (30 min) com Zezé Vivian e Lutiano José (RS)

20h | Local: Praça da Lagoa
Vídeos de XØKE ||| Entre corpos: caminhos do indivíduo coletivo ||| (30min)
o que dizer há uma pessoa que se recusa a morrer? ~~ Cali Ossani
Requiem 1:55 ~~ Mariana Rocha
Sobre as experiências que te tornam muda ~~ Passarinha in xamas, Bu Amato
Eu robô ~~ Sara Não Tem Nome
IMPRESSÕES INVISÍVEIS ~~ Ana Paula Digues
Perejil – Priscila Fernandes
“A Experiência da vida é a pergunta” ~~ Experimento 12: “O mar e ela” – Luanah Cruz
Antro-porno-fagia: Everton Lampe, Lucas Bernardi
experimento (13 de 90) ~~ Maite Nolasco
Em Memória do Meu Ovário Enfermo ~~ Kali Kali

22h | Local: CASA DE NOCA ♫
LA XØKATA – cerimônia de causamento da XØKE
+ programação em breve +

SEXTA-FEIRA 08/12
11h | Local: Rua Felipe Schmidt
Ação Náuseas (1h) com Coletivo Artístico Una (SC)

12h | Local: Largo da Alfândega
MACEDUSSS & Os Desajusta Bando em Marcha de Amor Delicia Defesa da Belezinha do Lixo: O LIXO É O NOVO PIXO! (1h) com MacedusssMACEDU$$$: Identidade Coletiva! (SP)

13h30 | Local: Escadaria do Rosário
Espero Poder Enxergar (1h) com Coletivo Espero Poder Enxergar (SC)

14h | Local: Rua Conselheiro Mafra
PAREDEBALAEU (30min – 2h) com Gustavo Silvamaral (DF)

15h | Local: Rua Felipe Schmidt
excrementos de um poema sujo (45 min) com Vinicius Viana (MA)

16h | Local: Largo da Catedral
Sangue nosso de cada dia (1h) com Carol Zica (SC)

17h | Local: Largo da Alfândega
Experiment-ação-direta Corpus em Chamas (50 min) com Grupa (SC)

18h | Local: Travessa Ratcliff
Enxerto (1h30) com Thais Ponzoni (SP)

19h | Saída: Felipe Schmidt
(sobre)Vivendo ao (meu querido) Inferno (1h) com Carole Crespa aka Bet Raba (SC)

20h | Local: Terminal Velho
Vídeos de XØKE ||| Massa que reage: todas as ações coletivas possíveis ||| (33min)
Les Plages d’Ique ~~ Ique Gazzola
DIOTA ~~ Natasha de Albuquerque
Dança das cadeiras ~~ Corpos Informáticos
A calma do Boi ~~ Ana Carolina Nogueira
Video Arte, Transeuntes ~~ Larissa Brum
Rasteira n.2 ~~ Cali Ossani

20h30 | Local: Terminal Velho
RØDA DE CØNVERSA ~~~~ sobre os vídeos de XØKE
com Cláudia Cárdenas

SÁBADO 09.12
09h | Local: Praça da Lagoa da Conceição
Espaço do Silêncio (7h) com Nina Caetano (MG)

09h30 | Local: Praça da Lagoa da Conceição
Encontro Performático Purpurinado Libertário Monstruoso e Molhado de Bolhas de Sabão Gigantes (2h) com Jão Nogueira (BA)

10h | Local: Praça da Lagoa da Conceição
Trocando olhares (1h30) com Gabi Fregoneis (PR)

11h | Local: Praça da Lagoa da Conceição
Dividindo a cama platonicamente ou +\- (2h) com Mauricio Oliveira (PR)

12h | Local: Pitoco – Lagoa da Conceição
Revés (40 min) com Coletivo SOU (SC)

14h-18h | Local: La Kahlo Bodega (Av. Hercílio Luz, 633 – Centro)
Oficina de Zine com Coletivo Entulho
(parceria com flamboiã – feira de publicações de artista)

15h-18h | Local: Espaço Transformando (Serv. Rio Ponche, 733 – Rio Vermelho)
Xøkinha no Espaço Transformando
++ programação no evento ++

19h30 | Local Terminal Velho
RØDA DE CØNVERSA
Seguido de Batalha das Mina – Florianópolis

22h | Local: Encruzilha Travessa Ratcliff com R. João Pinto
Isoporzinho Parceria com flamboiã
+++ mais info no evento +++

DOMINGO 10.12
11h | Local: Praça da Lagoa da Conceição
AÇÃO CØLETIVA

14h | Local: Praia do Campeche
ØKUPA PRAYA

16h20 | Local: Praia do Campeche
RØDA DE CØNVERSA ~~~~ Corpas pulsantes e atordoadas: como criar brechas/ táticas de resistência em tempos de retrocessos, censuras e perseguição? E a arte independente: por que, para quem? ~~~~

>>>>> nas ruas INTERVENÇÕES IMPRESSAS <<<<<
AGITPORN, de Milequinhentos Oanoquenão Terminou
dEs.nU.dO, de Luan Bittencourt
Dib art digital collage, de Dib art
FUFA-TE, de fugaz
Fluidez Viva, de Fluidez Viva
Guerra Fria, de N Jeans
Humanx, de Tom Kyo Humanx
O Banquete do Entreguismo, de Lilith e Thamara
Placentofagia, de Douloucas
scan-me, Wemerson Prazeres ou Ué
sem título, de Marília Madalena Outra Fulô

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Esta edição da XØKE está sendo construída buscando a auto-gestão de maneira colaborativa com artistas, coletivos de arte, produtorxs e espaços culturais locais para intervir e desestabilizar a coreografia imposta na cidade. QUEM FORTALECE TAMBÉM? AdehonlineInstituto Arco-Íris Direitos HumanosETCCasa VermelhaflamboiãLa Kahlo Bodega, Espaço Transformando.

PELA LIBERDADE DE VIVER E LUTAR EM 1964, 2017 E SEMPRE

No dia 31 de março de 2017, Florianópolis não se calou: denunciou as atrocidades da ditadura instalada com o golpe civil-militar de 1964 e também as atrocidades do período dito democrático, onde a violência de Estado e a criminalização das lutas continuam vigentes.

Em plena Avenida das Revoltas, em frente ao TICEN, local histórico das mobilizações na cidade, a performance teatral “Passos da Memória” trouxe à luz dos tempos atuais os perigos que o estado de exceção produz. Torturas, assassinatos, perseguições políticas, terrorismo de Estado, criminalização das lutas sociais e aumento da violência nas comunidades periféricas da cidade e do campo.

Caminhamos pelas ruas do centro de Florianópolis, passando por espaços de memória, encenando histórias sobre personagens que marcaram a luta contra a ditadura. Refletimos sobre o que não mudou até hoje: denunciamos as ações violentas sistemáticas da Polícia Militar de Santa Catarina em tratar a pobreza como crime e alvo de repressão violenta, principalmente com a população em situação de rua, as comunidades negras e indígenas, as comunidades periféricas da cidade. 

A apresentação de teatro teve como inspiração momentos de revolta insurgente do povo de Florianópolis, como a Novembrada de 1979 e as Revoltas da Catraca em 2004 e 2005. Sob a proteção da grande figueira centenária, lembramos a resistência histórica e cotidiana do povo da rua e dos povos indígenas. Denunciamos símbolos do genocídio aos povos indígenas, como uma estátua na Praça XV que homenageia o Coronel Fernando Machado – um dos responsáveis por assassinatos em massa do povo guarani na Guerra do Paraguai. Apenas um momento dos 525 anos de genocídio indígena por todo nosso continente, que continua até hoje!
A memória de muitas vidas de lutadorxs nos moveu ao Instituto Arco Íris de Direitos Humanos, onde outras companheiras e companheiros prepararam uma exibição de vídeo, abrindo espaço para debatermos sobre a escalada repressiva dos últimos anos. Estavam presentes professoras, advogadas, estudantes, desempregadas/os. Gente vinda direto das lutas camponesas, movimento da população de rua, sindicatos, movimento estudantil, enfim, gente que vive as ruas como realidade, resistência e utopia.

Compartilhamos, em uma roda de conversa aberta, relatos sobre os ataques que cada movimento ali presente estava sofrendo em termos de criminalização de suas lutas pelo Estado. O MST apresentou os vários casos que vem sofrendo no último período, incluindo companheiros do Paraná que seguem presos nesse momento. Militantes que estiveram no Bloco de Lutas de Porto Alegre relataram o caso dos seis acusados do Bloco, uma perseguição política nítida que envolve risco real de condenação. A população de rua também trouxe os relatos da violência cotidiana sofrida pela mão da Guarda Municipal de Florianópolis, quando pertences são confiscados ou o povo da rua é expulso a socos e pontapés do Centro da cidade.
Terminamos nossa atividade no dia 31 de março com mais uma demonstração de luta e resistência das ruas: uma batalha de rap das minas organizada pelo grupo Trama Feminina, surgido a partir da Batalha de Rap das Minas. A Batalha das Minas se mantém firme todo sábado no Centro de Florianópolis, criando espaço de fala e de trocas de ideias, enfrentando o elitismo e a limpeza social, assim como enfrentando o machismo estrutural que expulsa as mulheres desses espaços, pois não suporta ver as minas e pessoas “fora do padrão” ocupando o espaço público – com sua existência, suas ideias, visões críticas, com sua arte. 

Nossa motivação coletiva para organizar essa atividade foi o recente avanço do processo contra os seis militantes do Bloco de Lutas pelo Transporte Público de Porto Alegre, acusados de liderar as manifestações em Junho de 2013, sofrendo ameaças sérias de condenação por até 20 anos em um processo repleto de irregularidades e perseguição política.Nos juntamos para pensar o que fazer em defesa dessxs companheiras/os: produzimos a nota coletiva que acompanha esse texto e articulamos novas reuniões entre esses movimentos, buscando manter vigília ativa em sua defesa, sem abandonar nunca nossas batalhas cotidianas em tempos de ataques brutais aos trabalhadores e trabalhadoras. Convidamos todas as entidades, movimentos e grupos para se somar a nós nessa tarefa de solidariedade e resistência coletivas!

LUTAR NÃO É CRIME!
SOLIDARIEDADE É MAIS DO QUE PALAVRA ESCRITA!

Relato de agressão da Policia Militar de Santa Catarina aos Foliões em Santo Antônio de Lisboa

Santo Antônio de Lisboa, madrugada de terça de Carnaval. Por volta das 2 e 30 da manhã acabava a noite de folia após um bonito desfile de 25 anos do bloco Baiacu de Alguém, que no seu samba enredo não se omitiu e narrou alguns dos problemas e lutas de Desterro: a falta de transporte público integrado, o plano diretor, a moeda verde, a luta pela Ponta do Coral e pela Ponta do Sambaqui.

Todos já estavam indo para casa, as últimas barraquinhas fechavam. Parado na rua de paralelepípedos onde antes só havia festa e folia vi a Policia Militar começar a se movimentar e fechar a rua, formando um bloco. Eram uns 15 policiais, uns 3 da cavalaria e o restante a pé. De uma hora para outra eles começaram a avançar pela rua, cassetetes em punho, marchando naquela formação típica de legião romana, tão comum de se ver em manifestações populares.

Eles não pediam licença, empurravam quem não saísse das ruas sem que as pessoas fizessem uma mínimo esboço de violência. Quando chegaram perto da igreja vi alguns Policiais agredirem um rapaz com cacetadas. Foi então que alguém puxou o coro do “Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Policia Militar”, que foi ecoado por muitos na praça. Um Policial foi até uma menina que gritava as palavras de ordem e começaram uma discussão. Um tempo depois senti os olhos lacrimejando, pois começaram a borrifar gás de pimenta na praça, como se estivessem dedetizando o lugar.

Na volta para o carro escutei um relato de um rapaz que contou que jogaram spray de pimenta próximo aos banheiros químicos com gente dentro. Minha amiga, moradora do bairro me contou que todo ano é a mesma coisa. Que a Polícia atua desta forma para “encerrar” a festa, e que foi embora dali logo que percebeu a movimentação dos “homens da lei”.

Foram cenas lamentáveis e desnecessárias de brutalidade e estupidez do Estado. Qual a finalidade desta brutalidade? Se os organizadores sabem que isso acontece todos os anos, por que não se manifestam? O clima de insegurança em outros anos justifica tamanha agressividade?

Em temerários tempos de “Ordem e Progresso” os blocos de rua do Carnaval, essa festa anárquica por excelência seguem sendo um incomodo para ordem vigente. Mesmo em tempos em que uma única marca de cerveja compra a cidade por alguns dias, em tempos de cercadinhos em espaços públicos, de pulseirinhas VIPs, de peixadas e feijoadas de gente besta e esnobe.

Como diria Leminski: “Ainda vão me matar numa rua. Quando descobrirem, principalmente, que faço parte dessa gente que pensa que a rua é a parte principal da cidade”.