Especial – Fora G20 – Cúpula dos Povos. Dias 27, 28 e 29 de novembro.

Entrevista com uma das organizadoras do Fora G20 em português.

Debates no Forum Femista contra o G20

 

( Audio) Rompe el Cerco (escute aqui)

Em uma nova semana de ações dos povos do continente, milhares de mulheres se mobilizaram contra as violências do patriarcado. E os debates dos movimentos sociais em nova reunião do G20.

Desde Honduras, Melisa Espinoza Ruiz del Movimiento de Diversidad en Resistencia, informa sobre una agenda de movilizaciones en Tegucigalpa, San Pedro Sula y La Ceiba, que exigen el cese de la violencia hacia las mujeres en la Universidad Nacional Autónoma de Honduras (UNAH) y en todos los ámbitos.

Desde Ecuador, Olmedo Carrasquilla de Radio Temblor Internacional recoge los testimonios de las mujeres que se unieron a la Marcha #VivasNosQueremos en Quito. En el año 2018 suman 75 los femicidios y en 2017 sobrepasaron las 100 mujeres asesinadas de forma violenta por sus parejas o personas cercanas.

Jhosy Coronado del Frente Cultural de Izquierda de Venezuela y parte de la comisión de comunicación de los Movimientos al Alba, habla desde su participación en el Foro  de Pensamiento Critico de CLACSO realizado en Buenos Aires y plantea su punto de vista sobre el contexto que vive su país.

Joice Barbosa Becerra de Congreso de los Pueblos Colombia se refirió a la reunión del G20 como “una mesa chica para ver cómo profundiza las políticas neoliberales y el despojo total de nuestros bienes comunes” y dijo que se están pensando maneras en que el movimiento popular pueda unirse y hacer valer su soberanía.

Desde wallmapu, Temuko, Diego Vilches de Radio Kurruf, comparte las voces de la familia del comunero Camilo Catrillanca -asesinado por carabineros-. Además, informa sobre el acampe contra la violencia policial y el fin a la militarización en wallmapu que convoca a organizaciones variadas y en todo el territorio.

Desde Argentina, Córdoba, Silvia Nuñez, familiar del joven Marcos Soria, asesinado por la policía de la provincia en el barrio popular Angelelli II. Denunció que vecinos y vecinas del barrio fueron testigos de todos los hechos y están siendo amenazados por la policía involucrada en su asesinato.

Especial – Fora G20! N25 em Buenos Aires (Dia 26/11/ 2018)

Na segunda-feira, 26 de Novembro, milhares de organizações populares foram as ruas no Dia Internacional de combate a violência contra mulheres. Os protestos feministas também rechaçaram a reunião do G20, exigindo uma vida digna para suas comunidades.

Día de lucha contra la violencia hacia las mujeres

Cumbre de los Pueblos: Tribunal Ético Popular Feminista

Baigorria: “son momento realmente trágicos en materia de retroceso en derechos laborales”

Contra la revancha misógina de la justicia patriarcal, colonial y racista

 

Especial – Fora G20! (Dia 26/11/ 2018)

Foto: Coletivo 1508

Na segunda-feira, dia 26, pela manhã protestos reuniram mais de 20 mil pessoas no centro de Buenos Aires contra o assassinado no dia 22 de novembro de Rodolfo “Ronald” Orellana, de 35 anos, morto a tiros durante um ataque policial à ocupação Villa Celina, em La Matanza, periferia da capital argentina e Marcos Soria, de 32 anos, executado pela polícia em Córdoba, dois dias depois. Ambos eram militantes vinculados a CTEP (Confederación de Trabajadores de la Economía Popular). O protesto exigiu também a libertação de quatro militantes presos na mesma ação policial que assassinou Orellana. Após a forte pressão popular as quatro pessoas foram soltas na terça-feira, dia 27 de novembro.

Leia mais matérias do Coletivo 1508:

Movimentos exigem justiça para trabalhadores assassinados na Argentina

Polícia mata militante sem terra na Argentina

Argentina: outro militante assassinado

N25 em Buenos Aires: Contra o patriarcado e o G20 .

Dia 26 de novembro, milhares de pessoas marcharam do senado argentino a casa Rosada, sede do poder executivo, em Buenos Aires. Houveram marchas também em La Plata, Córdoba e Rosário e outras províncias.

O protesto pelo Dia Internacional de combate a violência às mulheres aconteceu na semana de lutas contra o G20. O grupo de chefes de Estado dos países ricos e desenvolvimento e representantes do capital se reúnem na argentina entre 30 de novembro e 1 de dezembro.

Mais fotos aqui

 

 

 

 

 

Durante o protesto entrevistamos mulheres do movimento de luta por moradia:

O aparato de segurança militarizado para receber chefes de Estado e representantes do capital internacional está sendo questionado pela população que está sendo obrigada a se registrar para receber credenciamento para transitar e trabalhar nos bairros e por um processo amplo de criação de inimigos internos.

Matérias do Coletivos 1508:

O Estado argentino teme o Povos: O operativo de repressão para o G20

Invenção do Inimigo Interno e repressão na Argentina

Mais Informações: No Al G20

 

Chá de panela de acolhimento aos imigrantes venezuelanos

A *Cáritas Brasileira Regional Santa Catarina* estará acolhendo em breve cerca de 200 imigrantes venezuelanos em situação de extrema vulnerabilidade. Essas famílias – que atualmente estão em uma difícil situação na região da fronteira – serão abrigadas em 17 casas-lares na região da Grande Florianópolis. Essa iniciativa humanitária está acontecendo em outras 6 regiões do Brasil e faz parte do *Projeto Pana*, fruto da cooperação entre a Cáritas Brasileira e a Cáritas Suíça. Na língua dos Warao, etnia indígena do território venezuelano, pana quer dizer amigo/a, parceiro/a.

Além dos abrigos, o Projeto Pana prevê a instalação da *Casa de Direitos*, um ponto de referência que receberá essas famílias e o público em geral para acolhimento psicossocial, promovendo atividades abertas que fortaleçam os direitos humanos e a cidadania em nossa região. Gostaríamos de convidar você para conhecer esse espaço coletivo e também o Projeto Pana. A inauguração da Casa de Direitos será no dia *09 de novembro*, das 17 às 20 horas, na Rua Deputado Antônio Edu Vieira, 1524 – Bairro Pantanal, Florianópolis. Às *19h* faremos uma apresentação do Projeto e durante todo o evento estaremos cadastrando voluntárias/os que queiram colaborar com o projeto.

Nós precisamos equipar as 17 casas-lares e para isso contamos também com a sua solidariedade e apoio. Por isso, nossa inauguração será também um *Chá de Panela* para nossos panas venezuelanos que irão chegar em breve! Estaremos recebendo nesse dia doações de utensílios domésticos, como pratos, copos, canecas, talheres, vassouras, baldes, panos de prato, rodos, cestas de lixo e outros itens de casa – usados ou novos – que você queira e possa doar.

Venham conhecer a casa e conversar com a gente (e chamem seus panas também!). Contamos com a sua presença 🙃

*O que?* Chá de Panela Solidário e Inauguração da Casa de Direitos
*Onde?* Rua Deputado Antônio Edu Vieira, 1524 – Pantanal, Floripa
*Quando?* 09/11/2018, das 17:00 às 20:00
*O que levar?* Utensílios domésticos e sua solidariedade 🤝

I Colóquio Pesquisa e Anarquismo, em Floripa

Apresentação

O anarquismo e suas diferentes manifestações políticas, filosóficas, históricas e práticas têm sido objeto de estudos nas universidades brasileiras desde meados da década de 1970. A partir deste período brasilianistas e marxistas escreveram sobre as origens da organização sindical no Brasil com base nos materiais compilados por militantes anarquistas que, após a morte de Edgard Leuenroth, responsável pela guarda e conservação de um arquivo coletivo, deu origem ao Arquivo Edgard Leuenroth da Unicamp (Campinas/SP).

Com o passar dos anos houve a ampliação dos programas de pós-graduação e um crescimento no interesse por esse tema, originando uma gama de TCCs, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Esse movimento fez com que as perspectivas em relação ao papel dos anarquistas na história fossem revistas e erros ou omissões pudessem ser questionados com base em novas abordagens e fontes que se tornaram acessíveis.

Nota-se então o surgimento de muitos trabalhos científicos nas mais variadas áreas do conhecimento que renovam o pensamento no seu campo e arejam as estruturas acadêmicas, muitas vezes paralisadas pelo comodismo intelectual, pressionadas pela produtividade da universidade capitalista e viciadas pelas disputas pessoais e teóricas que engessam as possibilidades de produzir avanços e reflexões críticas e de qualidade.

Todas essas causas de paralisia também engendram obstáculos institucionais para essas pesquisas. Estudantes e pesquisadores se veem muitas vezes desestimulados (ou até mesmo tolhidos) para seguir com seus projetos. Vemos se reproduzir nos ambientes universitários alguns mecanismos recorrentes que podem resultar em isolamento, falta de apoio e embates com professores e/ou orientadores que, em alguns casos, levam à desistência dos estudos.

Estes problemas são, até certo ponto, inevitáveis e alheios à nossa ação; e, de qualquer forma, o embate saudável de ideias pode significar uma oportunidade para o avanço da pesquisa, mas torna-se necessário um esforço maior para garantir visibilidade a estudos como os apresentados aqui. Assim, propomos a realização do “I Colóquio Pesquisa e Anarquismo: Perspectivas em Debate” com o objetivo central de possibilitar uma aproximação de pesquisadoras/es que têm como o tema o anarquismo ou que partem de teorias ou práticas anarquistas para embasar suas produções acadêmicas. O colóquio visa garantir espaço para a apresentação de trabalhos concluídos ou em desenvolvimento, a troca de experiências, divulgação de novos estudos, socialização de fontes de pesquisa, exposição de grupos de pesquisa, editoras, livros, revistas e arquivos*, e a participação de interessados no anarquismo, militantes, e apoiadores destas pesquisas no ambiente acadêmico ou fora dele.

A aproximação e a solidariedade entre pesquisadoras/es do anarquismo é importante para evitar a evasão e os prejuízos para a continuidade de novos estudos. Nesse sentido, decidimos propor a realização de um evento gratuito, aberto ao público em geral, e em uma cidade que já foi palco do Encontro de Cultura Libertária (2000) e que por muitos anos abrigou, na UFSC, o Núcleo de Alfabetização Técnica (NAT/CEDI), de orientação libertária.

* Grupos de pesquisa, editoras, livros, revistas e arquivos: entrar em contato via email.

Objetivos

  1. Abrir espaço para que pesquisadoras/es anarquistas se conheçam e possam conhecer as pesquisas de cada um(a) em diferentes áreas.
  2. Compartilhar contatos de outras/os pesquisadoras/es, grupos de pesquisa, produções em diferentes áreas, fontes de consulta e pesquisa, editoras e publicações.

 

Estrutura do Evento

O colóquio contará com três formas de participação: palestrantes convidados, pesquisadores com apresentação de trabalho e público em geral. O evento também possibilitará a realização de atividades culturais.

Público-alvo

O evento contempla como público alvo em primeiro lugar pesquisadoras/es em nível de graduação e pós-graduação das mais diversas áreas do conhecimento, bem
como professoras/es e estudantes do ensino fundamental e médio, além de trabalhadoras/es interessadas/os no tema.


PARTICIPAÇÃO ABERTA AO PÚBLICO EM GERAL

INSCRIÇÕES GRATUITAS

PROGRAMAÇÃO COMPLETA