Atividades no FLISol Floripa

Neste sábado acontece o Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre (FLISoL). Em Floripa o Festival será no Tarrafa Hacker Clube, um Hacker Espaço que fica no departamento de Arquitetura da Universidade Federal de Santa Catarina.

Iremos participar da Installfest e iremos ministrar uma oficina/conversa sobre Comunicação Segura. Chega mais!

Programação:

  • Atividades:
  • 13h-18h: Installfest
    • Traga seu notebook e instale distribuições de Linux e Softwares Alternativos com a ajuda de usuários experientes.
  • 13h – Computação Gráfica com Software Livre
    • Desapegue do Photoshop e use um software livre para editar suas fotos e imagens.
  • 14h – Data Detox
    • Descubra quem é você na internet e o que as grandes corporações já coletaram dos seus dados sem você saber.
  • 15:30 – Conheça o Tarrafa
    • Uma apresentação do que é um hackerspace e cultura hacker.
  • 16:30 – Comunicação Segura (coletivo Mariscotron)
    • Cultura de Segurança, Software livre e Criptografia: Protegendo seus dados e comunicação da vigilância massiva e global.
  • 18h – Encerramento
    • Aviso: traga seu notebook para participar das atividades com a mão na massa.

 

III Semana de Biblioteconomia – Mesa sobre Software livre e a Democratização da informação (17/04)

Nesta terça às 18:30 vamos participar de uma mesa sobre Software livre e a democratização da informação, durante a III Semana de Biblioteconomia da UFSC.

Mesa redonda: “Software livre e a democratização da informação” – Coletivo Mariscotron; Tarrafa Hacker Clube; Douglas Dyllon Jeronimo de Macedo; Jan Luc Santos Tavares (Auditório da reitoria UFSC)

A programação completa pode ser vista abaixo:

CARTA DE FUNDAÇÃO DA REDE DE DIREITOS HUMANOS PELO FIM DA VIOLÊNCIA E PELA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

No dia 19 de agosto, movimentos sociais, coletivos, sindicatos e lideranças fundaram uma rede que visa discutir ações que amenizem as lacunas deixadas pela ausência do Estado e que promovam melhorias para a qualidade de vida das(os) moradoras(es) do Maciço do Morro da Cruz. Segue sua carta de fundação abaixo:

REDE DE DIREITOS HUMANOS PELO FIM DA VIOLÊNCIA E PELA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

“Direitos Humanos não se pede de joelhos, exige-se de pé” (Dom Tomás Balduíno)

O número de jovens assassinados na periferia de Florianópolis, somente no primeiro semestre de 2017, ultrapassou 110 mortos. A violência nos morros e comunidades empobrecidas aumenta vertiginosamente na mesma proporção em que aumenta o ódio, o preconceito de gênero e racial, gerando o extermínio da juventude negra.

Em Florianópolis, frequentemente cidadãos têm suas casas invadidas pela polícia, com a destruição dos círculos familiares, dos bens materiais, e dos sonhos por uma vida digna. Para quem vivencia o luto, a perda de alguém representa a perda de um pilar que jamais será substituído por qualquer forma de compensação oferecida pelo Estado.
Enquanto a letalidade do Estado segue dizimando a população, nos meios de comunicação as mortes são tratadas com frieza, em tom de estatísticas ou de uma forma que evidencie a exclusão social para com os moradores dessas comunidades, numa tentativa banal de justificar tais mortes alegando um possível, e pressuposto, envolvimento com o tráfico, criminalizando esse setor da sociedade. Portanto, criminalizando a pobreza.

Em que pese existir um órgão para dar conta da apuração das mortes ocorridas, Florianópolis conta com apenas uma Delegacia de Homicídios, e somente um delegado para comandar as investigações dos crimes contra a vida. Dessa forma, a violência sofrida pelas famílias pobres é sempre colocada em segundo plano. Faltam medidas preventivas e inclusivas para diminuir esse Estado armado.

Estamos diante de centenas de famílias, e laços afetivos desfeitos, sem que o Estado assuma sua culpa em deixar de programar políticas públicas, como moradia, saúde, educação, cultura, lazer, formação profissional, emprego e renda, que possibilitem acabar com as causas de fundo, que contribuem para o aumento da violência.
Agravando a situação de emergência, centenas de pessoas não sabem como obter amparo nos casos de violência. Num clima de pânico generalizado, sofrem com a opressão estatal representada pelo poder de polícia. Igualmente, o Poder Executivo do Município se cala diante da violência, realizada contra seus cidadãos.

É diante desse quadro de guerra que lideranças comunitárias, representantes de diversas religiões, associações de moradores, advogadas (os) populares, vereadores, deputados estaduais e movimentos sociais estão construindo uma REDE DE DIREITOS HUMANOS PELO FIM DA VIOLÊNCIA E PELA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, buscando conjuntamente denunciar os abusos do Estado, lutando pelo cumprimento dos direitos das comunidades e famílias de Florianópolis. Não se trata de apenas exigir direitos por direitos, mas de lutar para que se concretizem aquelas garantias que foram conquistadas somente no papel, assim como pela obtenção e afirmação de novos direitos que satisfaçam necessidades, legitimem o direito à cidade, para que todos, sem distinção de classe, raça e gênero, tenham acesso aos direitos que promovem uma cidadania plena.

Convidamos a todos e todas para integrarem e fortalecerem nosso movimento, assumindo também a luta pelos Direitos Humanos, a fim de ultrapassar as estruturas do aparelhamento estatal, excessivamente burocratizadas, sempre aquém do que é esperado pelo povo, perante a grave situação de violência social. Precisamos mudar essa realidade que as comunidades vêm enfrentando, desde o início de suas formações. Solidários e unidos em defesa e construção de direitos, Venceremos!

Constroem essa rede e assinam essa carta:

Lideranças Comunitárias do Maciço do Morro da Cruz
UFECO – União Florianopolitana das Entidades Comunitárias
RENAP/SC – Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares
Paróquia Nossa Senhora do Mont Serrat
Movimento Ponta do Coral 100% Pública
MMM – Marcha Mundial de Mulheres
Coletivo Advocacia Feminista Mulheril
Gabinete do Vereador Lino Peres
Gabinete do Deputado Estadual Dirceu Dresch
Brigadas Populares
Rede de Resistências e Lutas Populares
Núcleo de Direito da UNISUL
SINTE – Regional Florianópolis
SINJUSC
SINDSAUDE SC
CUT -Regional Florianópolis
Clinica de Reparação Psíquica NEMPsiC
Frente Brasil Popular Regional Florianópolis
IVG – Instituto Vilson Groh
MNU – Movimento Negro Unificado
Mesa de Ação Social de Diaconia da Igreja Presbiteriana Independente de Florianópolis

MBL e escola sem partido – As ideias fora de lugar

O Movimento Brasil Livre e apoiadores do deputado proto-fascista Jair Bolsonaro protocolaram hoje na Câmara de Vereadores de Florianópolis o projeto de lei “Escola sem Partido” (ESP).

O nome do projeto que parece atraente, já que ninguém da comunidade escolar (responsáveis, profissionais da educação e estudantes) defende a partidarização do ensino. No entanto, o conteúdo do ESP é um ataque ao ensino de conteúdos voltados para cidadania e pensamento crítico, em especial, para discussões que envolvam a violência de gênero, etnia e orientação sexual.

O silencio da MBL por meses após as eleições municipais é facilmente explicada pela nomeação pelo prefeito Gean Loreiro de alguns dos seus membros, entre os mais 300 cargos comissionados, na prefeitura.

 

 

Nas fotos abaixo Henrique Carminatti membro do MBL aparece com uma camiseta com o símbolo da Gadsden, com os dizeres “não pizes em mim”, mesmo símbolo visto nas manifestações violentas da extrema direita americana na cidade Charlottesville, na Virginia (EUA).

[Catarinas] Um dos maiores eventos feministas do mundo vai reunir 8 mil em Florianópolis

“Pela primeira vez, o Congresso Mundos de Mulheres (MM) será realizado na América do Sul. Integrada ao 11º Seminário Internacional Fazendo Gênero (FG), a 13ª edição acontece de 30 de julho e 4 de agosto, em várias partes do campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Mais de 8 mil mulheres de todos os continentes estão inscritas. Fóruns, conferências, minicursos, apresentações artísticas e marcha compõem a programação que deve movimentar a cidade nesses seis dias. Um aplicativo está sendo desenvolvido especialmente para dar mais dinamismo às informações e facilitar o contato entre participantes. A tecnologia será acessível também para cegos.”

Mais em: http://catarinas.info/um-dos-maiores-eventos-feministas-do-mundo-vai-reunir-8-mil-em-florianopolis/

[Convocatória] Festival Digital Zapatista CompArte pela Humanidade

ARTE, RESISTÊNCIA e REBELDIA NA RED. Convocatória a edição cibernética do CompArte “Contra o Capital e seus muros, todas as artes” ARTE, RESISTÊNCIA E REBELDIA NA RED.

Convocatória a edição cibernética do CompArte  “Contra o Capital e seus muros, todas as artes”

Julho de 2017.

Companheiroas, companheiras e companheiros da Sexta:

Irmaoas, irmãs e irmãos artistas e não, do México e do mundo:

Avatares, nicknames, webmasters, bloguer@s, moderador@s, gamers, hackers, piratas, bucaneros e náufragos do streaming, usuari@s das redes antisociais, antípodas dos reality shows, ou como cada um prefira chamar red, a web, internet, ciberespaço, realidade virtual ou como seja:

Lhes convocamos, porque temos algumas perguntas que nos inquietam:

É possível outra internet, ou seja, outra rede?  Se pode lutar aí? Ou esse espaço sem geografia precisa, já está ocupado, copado, cooptado, atado, anulado, etceterado?  Não é possível haver aí resistência e rebeldia?  É possível fazer Arte na rede?  Como é essa Arte?  E pode rebelar-se?  Pode a Arte na rede resistir a tirania de códigos, passwords, o spam como buscador por default, os MMORPG das notícias nas redes sociais onde ganham a ignorância e a estupidez por milhões de likes?  A Arte em, por e para a rede banaliza a luta e a trivializa, ou a potência e escala, ou “nada a ver, meu bem, é arte, não célula militante”?  Pode a Arte na rede aranhar os muros do Capital e feri-lo com uma greta, ou afundar e perseverar nas que já existem?  Pode a Arte em, por e para a rede resistir não só a lógica do Capital, mas também a lógica da Arte “conhecida”, a “arte real”?  O virtual é também virtual nas suas criações?  É o bit a matéria prima da sua criação?  É criado por um ser individual?  Onde está o soberbo tribunal que, na Rede, dita o que é e o que não é Arte?  O Capital cataloga a Arte em, por y para a rede como ciberterrorismociberdelinquencia?  A Rede é um espaço de dominação, de domesticação, de hegemonia e homogeneidade?  Ou é um espaço em disputa, em luta? Podemos falar de um materialismo digital?

A realidade, real e virtual, é que sabemos pouco o nada de esse universo.  Mas cremos que, na geografia impalpável da rede, há também criação, arte.  E, claro, resistência e rebeldia.

Vocês que criam aí, Sabem da tormenta? a padecem? resistem? se rebelam?

Para tratar de encontrar algumas respostas, é que lhes convidamos a que participem… (íamos por “desde qualquer geografia”, mas achamos que na rede é onde talvez importa menos o lugar).

Bom, lhes convidamos a construir suas respostas, a construí-las, ou desconstruí-las, com arte criado em, por e para a rede.  Algumas categorias nas que se pode participar (com certeza há outras, e você já está pensando que a lista é curta, mas, já sabe, “falte o que falte”), seriam:

Animação; Apps; Arquivos e bases de dados; Bio-arte e arte-ciência; Ciberfeminismo; Cine interativo; Conhecimento coletivo; Cultural Jamming; Cyber-art; Documentários web; Economias + finanças experimentais; Eletrônica DIY, máquinas, robótica e drones, Escritura coletiva; Geo-localização; Gráfica e designe, Hacking criativo, graffiti digital, hacktivismo e borderhacking; Impressão 3D; Interatividade; Literatura electrónica e Hipertexto; Live cinema, VJ, cinema expandido; Machinima; Memes; Narrative media; Net.art; Net Áudio; Performance, dança e teatro midiáticos; Psico-geografias; Realidade alternativa; Realidade aumentada; Realidade virtual; Redes e Translocalidades colaborativas (desenho de comunidades, práticas translocales); Remix culture; Software art; Streaming; Tactical media; Telemática e telepresença; Urbanismo e comunidades online/offline; Videogames; Visualização; Blogs, Flogs e Vlogs; Webcomics; Web Series, Telenovelas para Internet, e isso que você acha que falta nesta lista.

Assim que bem-vind@s aquelas pessoas, coletivos, grupos, organizações, reais ou virtuais, que trabalhem desde zonas autônomas online, aqueles que utilizem plataformas cooperativas, open source, software livre, licenças alternativas de propriedade intelectual, e os etcéteras cibernéticos.

Bem-vinda toda participação de todoas, todas e todos os fazedores de cultura, independentemente das condições materiais das que trabalhem.

Lhes convidamos também para que distintos espaços e coletivos ao redor do mundo possam mostrar as obras em suas localidades, segundo seus próprios modos, formas, interesses e possibilidades.

Tem já em algum lugar do ciberespaço algo que dizer-nos, contar-nos, mostrar-nos, compartilhar-nos, convidar-nos a construir em coletivo? Nos mande seu link para ir construindo a sala de exibições em linha deste CompArte digital.

Não tem ainda um espaço onde carregar seu material?  Podemos proporcioná-lo, e na medida do possível arquivar seu material para que fique registrado a futuro.  Nesse caso necessitaríamos que nos deem um link, hospedagem cibernética ou coisa similar de sua preferência. Ou que nos mandem por email, ou o carregue em uma de nossos servidores ou ao FTP.

Ainda que nos oferecemos a hospedar todo o material, porque queremos que forme parte do arquivo de arte na rede solidária, também vamos a ‘linkear’ a outras páginas ou servidores ou geo-localizações, porque entendemos que, na época do capital global, é estratégico descentralizar.

Assim que como se sintam à vontade:

Se querem deixar a informação nos seus sites, com suas formas e seus modos, podemos linkearlos.
E se necessitam espaço, podem contar com a nós para hospedá-los.

Bom, podem escrever-nos um e-mail com a informação de sua participação.  Por exemplo, o nome dos criadores, título, e a categoria na que querem que esta seja incluída, assim como uma pequena descrição e uma imagem.  Também nos diga si você tem espaço em internet e só necessitam que ponhamos um link, ou bem se preferem que a carregamos ao servidor.

O material que for sendo recebido desde o momento que apareça a convocatória, se irá classificando em diferentes apartados segundo sua (in)disciplina.  As participações se faram públicas durante os dias do festival para que cada indivíduo ou coletividade navegue, use (ou abuse) e difunda em seus espaços de reunião, ruas, escolas, ou onde prefira.

As participações se publicarão como entradas e links.

Também se publicará um programa de streaming em direto. As atividades serão arquivadas caso alguém não consiga vê-las ao vivo.

O e-mail ao qual podem escrever para mandar-nos seus links e comunicar-se com nós é:

compas [nospam] comparte . digital

A página onde se irá montando os links as participações, e a qual estará em pleno funcionamento a partir do dia 1º de agosto deste ano de 2017, é:

http://comparte.digital

Desde aí também se farão transmissões e exposições, do 1º de agosto até o dia 12 de agosto, de diferentes participações artísticas desde seu ciberespaço local, em diferentes partes do mundo.

Bem-vindoas a edição virtual do CompArte pela Humanidad:

“Contra o Capital e sus muros, todas as artes… também as cibernéticas”

Vale, saúde e não likes, sino dedos médios up and fuck the muros, delete ao capital.

Desde as montanhas do Sudoeste Mexicano.

Comissão Sexta, Newbie but On-Line, do EZLN.

(Com muito largura de banda, meu bem, ao menos no que a cintura se refere -oh, yes, nerd and fat is hot-)

Julho de 2017.

 

[Oficina] Segurança Digital para Ativistas em Belo Horizonte!

Atualmente a tecnologia permeia nossas vidas: temos smartphones em nossos bolsos, smartTVs em nossas salas, câmeras de vigilância por toda a cidade, reconhecimento facial no transporte público, e redes sociais para nos conectar a isso tudo. Mais do que isso, a tecnologia media boa parte das nossas interações: nossas amizades, nossas conversas, nossos eventos, nosso consumo e até mesmo nosso ativismo.

Todos os nossos dados estão expostos e sendo filtrados por métodos de vigilância de arrasto. Quando nos engajamos na luta para promover uma mudança social, nossos dados estão ainda mais em risco. É imprescindivel que tenhamos noções básicas de autodefesa digital e retomemos o poder de escolher o que queremos compartilhar e com quem.

Os coletivos Coisa Preta e mar1sc0tron promovem uma Oficina de Segurança Digital para Ativistas na Infoshop A Gata Preta, no sábado, 15 de julho, em Belo Horizonte. Vamos falar um pouco sobre a estrutura básica da comunicação pela internet, cultura de segurança, segurança da informação e ferramentas de autodefesa digital.

A Gata Preta fica no Edificio Maletta, na Rua da Bahia, 1148 sobreloja 35, Centro – Belo Horizonte.
A oficina inicia às 16h.
Traga seu computador e celular para instalarmos algumas das ferramentas que vamos estar apresentando.
A atividade é gratuita, mas haverá uma caixinha de colaborações espontâneas para cobrirmos os custos do evento.

Primeiro Mural do Coletivo PinteLute Florianópolis – Por um mundo livre de manicômios e cárceres!

| FLORIANÓPOLIS |

Essa semana o primeiro mural do PinteLute Florianópolis foi finalizado. Assim, inauguramos mais um núcleo em Santa Catarina.

O mural foi realizado em conjunto com os pacientes do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, é uma homenagem a um senhor que vive recluso há 33 anos no HCTP. Nele, R. segura algumas verduras que ele cultiva na horta da penitenciária.

Esse será o primeiro de muitos murais no HCTP e nas ruas.

SEMEAR SOLIDARIEDADE E COLHER RESISTÊNCIA

Por um mundo livre de manicômios e cárceres!!!

PINTAR E LUTAR!!!

PELA LIBERDADE DE VIVER E LUTAR EM 1964, 2017 E SEMPRE

educação – A companha | Page 3

Atividades no FLISol Floripa

Neste sábado acontece o Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre (FLISoL). Em Floripa o Festival será no Tarrafa Hacker Clube, um Hacker Espaço que fica no departamento de Arquitetura da Universidade Federal de Santa Catarina.

Iremos participar da Installfest e iremos ministrar uma oficina/conversa sobre Comunicação Segura. Chega mais!

Programação:

  • Atividades:
  • 13h-18h: Installfest
    • Traga seu notebook e instale distribuições de Linux e Softwares Alternativos com a ajuda de usuários experientes.
  • 13h – Computação Gráfica com Software Livre
    • Desapegue do Photoshop e use um software livre para editar suas fotos e imagens.
  • 14h – Data Detox
    • Descubra quem é você na internet e o que as grandes corporações já coletaram dos seus dados sem você saber.
  • 15:30 – Conheça o Tarrafa
    • Uma apresentação do que é um hackerspace e cultura hacker.
  • 16:30 – Comunicação Segura (coletivo Mariscotron)
    • Cultura de Segurança, Software livre e Criptografia: Protegendo seus dados e comunicação da vigilância massiva e global.
  • 18h – Encerramento
    • Aviso: traga seu notebook para participar das atividades com a mão na massa.

 

III Semana de Biblioteconomia – Mesa sobre Software livre e a Democratização da informação (17/04)

Nesta terça às 18:30 vamos participar de uma mesa sobre Software livre e a democratização da informação, durante a III Semana de Biblioteconomia da UFSC.

Mesa redonda: “Software livre e a democratização da informação” – Coletivo Mariscotron; Tarrafa Hacker Clube; Douglas Dyllon Jeronimo de Macedo; Jan Luc Santos Tavares (Auditório da reitoria UFSC)

A programação completa pode ser vista abaixo:

CARTA DE FUNDAÇÃO DA REDE DE DIREITOS HUMANOS PELO FIM DA VIOLÊNCIA E PELA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

No dia 19 de agosto, movimentos sociais, coletivos, sindicatos e lideranças fundaram uma rede que visa discutir ações que amenizem as lacunas deixadas pela ausência do Estado e que promovam melhorias para a qualidade de vida das(os) moradoras(es) do Maciço do Morro da Cruz. Segue sua carta de fundação abaixo:

REDE DE DIREITOS HUMANOS PELO FIM DA VIOLÊNCIA E PELA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

“Direitos Humanos não se pede de joelhos, exige-se de pé” (Dom Tomás Balduíno)

O número de jovens assassinados na periferia de Florianópolis, somente no primeiro semestre de 2017, ultrapassou 110 mortos. A violência nos morros e comunidades empobrecidas aumenta vertiginosamente na mesma proporção em que aumenta o ódio, o preconceito de gênero e racial, gerando o extermínio da juventude negra.

Em Florianópolis, frequentemente cidadãos têm suas casas invadidas pela polícia, com a destruição dos círculos familiares, dos bens materiais, e dos sonhos por uma vida digna. Para quem vivencia o luto, a perda de alguém representa a perda de um pilar que jamais será substituído por qualquer forma de compensação oferecida pelo Estado.
Enquanto a letalidade do Estado segue dizimando a população, nos meios de comunicação as mortes são tratadas com frieza, em tom de estatísticas ou de uma forma que evidencie a exclusão social para com os moradores dessas comunidades, numa tentativa banal de justificar tais mortes alegando um possível, e pressuposto, envolvimento com o tráfico, criminalizando esse setor da sociedade. Portanto, criminalizando a pobreza.

Em que pese existir um órgão para dar conta da apuração das mortes ocorridas, Florianópolis conta com apenas uma Delegacia de Homicídios, e somente um delegado para comandar as investigações dos crimes contra a vida. Dessa forma, a violência sofrida pelas famílias pobres é sempre colocada em segundo plano. Faltam medidas preventivas e inclusivas para diminuir esse Estado armado.

Estamos diante de centenas de famílias, e laços afetivos desfeitos, sem que o Estado assuma sua culpa em deixar de programar políticas públicas, como moradia, saúde, educação, cultura, lazer, formação profissional, emprego e renda, que possibilitem acabar com as causas de fundo, que contribuem para o aumento da violência.
Agravando a situação de emergência, centenas de pessoas não sabem como obter amparo nos casos de violência. Num clima de pânico generalizado, sofrem com a opressão estatal representada pelo poder de polícia. Igualmente, o Poder Executivo do Município se cala diante da violência, realizada contra seus cidadãos.

É diante desse quadro de guerra que lideranças comunitárias, representantes de diversas religiões, associações de moradores, advogadas (os) populares, vereadores, deputados estaduais e movimentos sociais estão construindo uma REDE DE DIREITOS HUMANOS PELO FIM DA VIOLÊNCIA E PELA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, buscando conjuntamente denunciar os abusos do Estado, lutando pelo cumprimento dos direitos das comunidades e famílias de Florianópolis. Não se trata de apenas exigir direitos por direitos, mas de lutar para que se concretizem aquelas garantias que foram conquistadas somente no papel, assim como pela obtenção e afirmação de novos direitos que satisfaçam necessidades, legitimem o direito à cidade, para que todos, sem distinção de classe, raça e gênero, tenham acesso aos direitos que promovem uma cidadania plena.

Convidamos a todos e todas para integrarem e fortalecerem nosso movimento, assumindo também a luta pelos Direitos Humanos, a fim de ultrapassar as estruturas do aparelhamento estatal, excessivamente burocratizadas, sempre aquém do que é esperado pelo povo, perante a grave situação de violência social. Precisamos mudar essa realidade que as comunidades vêm enfrentando, desde o início de suas formações. Solidários e unidos em defesa e construção de direitos, Venceremos!

Constroem essa rede e assinam essa carta:

Lideranças Comunitárias do Maciço do Morro da Cruz
UFECO – União Florianopolitana das Entidades Comunitárias
RENAP/SC – Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares
Paróquia Nossa Senhora do Mont Serrat
Movimento Ponta do Coral 100% Pública
MMM – Marcha Mundial de Mulheres
Coletivo Advocacia Feminista Mulheril
Gabinete do Vereador Lino Peres
Gabinete do Deputado Estadual Dirceu Dresch
Brigadas Populares
Rede de Resistências e Lutas Populares
Núcleo de Direito da UNISUL
SINTE – Regional Florianópolis
SINJUSC
SINDSAUDE SC
CUT -Regional Florianópolis
Clinica de Reparação Psíquica NEMPsiC
Frente Brasil Popular Regional Florianópolis
IVG – Instituto Vilson Groh
MNU – Movimento Negro Unificado
Mesa de Ação Social de Diaconia da Igreja Presbiteriana Independente de Florianópolis

MBL e escola sem partido – As ideias fora de lugar

O Movimento Brasil Livre e apoiadores do deputado proto-fascista Jair Bolsonaro protocolaram hoje na Câmara de Vereadores de Florianópolis o projeto de lei “Escola sem Partido” (ESP).

O nome do projeto que parece atraente, já que ninguém da comunidade escolar (responsáveis, profissionais da educação e estudantes) defende a partidarização do ensino. No entanto, o conteúdo do ESP é um ataque ao ensino de conteúdos voltados para cidadania e pensamento crítico, em especial, para discussões que envolvam a violência de gênero, etnia e orientação sexual.

O silencio da MBL por meses após as eleições municipais é facilmente explicada pela nomeação pelo prefeito Gean Loreiro de alguns dos seus membros, entre os mais 300 cargos comissionados, na prefeitura.

 

 

Nas fotos abaixo Henrique Carminatti membro do MBL aparece com uma camiseta com o símbolo da Gadsden, com os dizeres “não pizes em mim”, mesmo símbolo visto nas manifestações violentas da extrema direita americana na cidade Charlottesville, na Virginia (EUA).

[Catarinas] Um dos maiores eventos feministas do mundo vai reunir 8 mil em Florianópolis

“Pela primeira vez, o Congresso Mundos de Mulheres (MM) será realizado na América do Sul. Integrada ao 11º Seminário Internacional Fazendo Gênero (FG), a 13ª edição acontece de 30 de julho e 4 de agosto, em várias partes do campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Mais de 8 mil mulheres de todos os continentes estão inscritas. Fóruns, conferências, minicursos, apresentações artísticas e marcha compõem a programação que deve movimentar a cidade nesses seis dias. Um aplicativo está sendo desenvolvido especialmente para dar mais dinamismo às informações e facilitar o contato entre participantes. A tecnologia será acessível também para cegos.”

Mais em: http://catarinas.info/um-dos-maiores-eventos-feministas-do-mundo-vai-reunir-8-mil-em-florianopolis/

[Convocatória] Festival Digital Zapatista CompArte pela Humanidade

ARTE, RESISTÊNCIA e REBELDIA NA RED. Convocatória a edição cibernética do CompArte “Contra o Capital e seus muros, todas as artes” ARTE, RESISTÊNCIA E REBELDIA NA RED.

Convocatória a edição cibernética do CompArte  “Contra o Capital e seus muros, todas as artes”

Julho de 2017.

Companheiroas, companheiras e companheiros da Sexta:

Irmaoas, irmãs e irmãos artistas e não, do México e do mundo:

Avatares, nicknames, webmasters, bloguer@s, moderador@s, gamers, hackers, piratas, bucaneros e náufragos do streaming, usuari@s das redes antisociais, antípodas dos reality shows, ou como cada um prefira chamar red, a web, internet, ciberespaço, realidade virtual ou como seja:

Lhes convocamos, porque temos algumas perguntas que nos inquietam:

É possível outra internet, ou seja, outra rede?  Se pode lutar aí? Ou esse espaço sem geografia precisa, já está ocupado, copado, cooptado, atado, anulado, etceterado?  Não é possível haver aí resistência e rebeldia?  É possível fazer Arte na rede?  Como é essa Arte?  E pode rebelar-se?  Pode a Arte na rede resistir a tirania de códigos, passwords, o spam como buscador por default, os MMORPG das notícias nas redes sociais onde ganham a ignorância e a estupidez por milhões de likes?  A Arte em, por e para a rede banaliza a luta e a trivializa, ou a potência e escala, ou “nada a ver, meu bem, é arte, não célula militante”?  Pode a Arte na rede aranhar os muros do Capital e feri-lo com uma greta, ou afundar e perseverar nas que já existem?  Pode a Arte em, por e para a rede resistir não só a lógica do Capital, mas também a lógica da Arte “conhecida”, a “arte real”?  O virtual é também virtual nas suas criações?  É o bit a matéria prima da sua criação?  É criado por um ser individual?  Onde está o soberbo tribunal que, na Rede, dita o que é e o que não é Arte?  O Capital cataloga a Arte em, por y para a rede como ciberterrorismociberdelinquencia?  A Rede é um espaço de dominação, de domesticação, de hegemonia e homogeneidade?  Ou é um espaço em disputa, em luta? Podemos falar de um materialismo digital?

A realidade, real e virtual, é que sabemos pouco o nada de esse universo.  Mas cremos que, na geografia impalpável da rede, há também criação, arte.  E, claro, resistência e rebeldia.

Vocês que criam aí, Sabem da tormenta? a padecem? resistem? se rebelam?

Para tratar de encontrar algumas respostas, é que lhes convidamos a que participem… (íamos por “desde qualquer geografia”, mas achamos que na rede é onde talvez importa menos o lugar).

Bom, lhes convidamos a construir suas respostas, a construí-las, ou desconstruí-las, com arte criado em, por e para a rede.  Algumas categorias nas que se pode participar (com certeza há outras, e você já está pensando que a lista é curta, mas, já sabe, “falte o que falte”), seriam:

Animação; Apps; Arquivos e bases de dados; Bio-arte e arte-ciência; Ciberfeminismo; Cine interativo; Conhecimento coletivo; Cultural Jamming; Cyber-art; Documentários web; Economias + finanças experimentais; Eletrônica DIY, máquinas, robótica e drones, Escritura coletiva; Geo-localização; Gráfica e designe, Hacking criativo, graffiti digital, hacktivismo e borderhacking; Impressão 3D; Interatividade; Literatura electrónica e Hipertexto; Live cinema, VJ, cinema expandido; Machinima; Memes; Narrative media; Net.art; Net Áudio; Performance, dança e teatro midiáticos; Psico-geografias; Realidade alternativa; Realidade aumentada; Realidade virtual; Redes e Translocalidades colaborativas (desenho de comunidades, práticas translocales); Remix culture; Software art; Streaming; Tactical media; Telemática e telepresença; Urbanismo e comunidades online/offline; Videogames; Visualização; Blogs, Flogs e Vlogs; Webcomics; Web Series, Telenovelas para Internet, e isso que você acha que falta nesta lista.

Assim que bem-vind@s aquelas pessoas, coletivos, grupos, organizações, reais ou virtuais, que trabalhem desde zonas autônomas online, aqueles que utilizem plataformas cooperativas, open source, software livre, licenças alternativas de propriedade intelectual, e os etcéteras cibernéticos.

Bem-vinda toda participação de todoas, todas e todos os fazedores de cultura, independentemente das condições materiais das que trabalhem.

Lhes convidamos também para que distintos espaços e coletivos ao redor do mundo possam mostrar as obras em suas localidades, segundo seus próprios modos, formas, interesses e possibilidades.

Tem já em algum lugar do ciberespaço algo que dizer-nos, contar-nos, mostrar-nos, compartilhar-nos, convidar-nos a construir em coletivo? Nos mande seu link para ir construindo a sala de exibições em linha deste CompArte digital.

Não tem ainda um espaço onde carregar seu material?  Podemos proporcioná-lo, e na medida do possível arquivar seu material para que fique registrado a futuro.  Nesse caso necessitaríamos que nos deem um link, hospedagem cibernética ou coisa similar de sua preferência. Ou que nos mandem por email, ou o carregue em uma de nossos servidores ou ao FTP.

Ainda que nos oferecemos a hospedar todo o material, porque queremos que forme parte do arquivo de arte na rede solidária, também vamos a ‘linkear’ a outras páginas ou servidores ou geo-localizações, porque entendemos que, na época do capital global, é estratégico descentralizar.

Assim que como se sintam à vontade:

Se querem deixar a informação nos seus sites, com suas formas e seus modos, podemos linkearlos.
E se necessitam espaço, podem contar com a nós para hospedá-los.

Bom, podem escrever-nos um e-mail com a informação de sua participação.  Por exemplo, o nome dos criadores, título, e a categoria na que querem que esta seja incluída, assim como uma pequena descrição e uma imagem.  Também nos diga si você tem espaço em internet e só necessitam que ponhamos um link, ou bem se preferem que a carregamos ao servidor.

O material que for sendo recebido desde o momento que apareça a convocatória, se irá classificando em diferentes apartados segundo sua (in)disciplina.  As participações se faram públicas durante os dias do festival para que cada indivíduo ou coletividade navegue, use (ou abuse) e difunda em seus espaços de reunião, ruas, escolas, ou onde prefira.

As participações se publicarão como entradas e links.

Também se publicará um programa de streaming em direto. As atividades serão arquivadas caso alguém não consiga vê-las ao vivo.

O e-mail ao qual podem escrever para mandar-nos seus links e comunicar-se com nós é:

compas [nospam] comparte . digital

A página onde se irá montando os links as participações, e a qual estará em pleno funcionamento a partir do dia 1º de agosto deste ano de 2017, é:

http://comparte.digital

Desde aí também se farão transmissões e exposições, do 1º de agosto até o dia 12 de agosto, de diferentes participações artísticas desde seu ciberespaço local, em diferentes partes do mundo.

Bem-vindoas a edição virtual do CompArte pela Humanidad:

“Contra o Capital e sus muros, todas as artes… também as cibernéticas”

Vale, saúde e não likes, sino dedos médios up and fuck the muros, delete ao capital.

Desde as montanhas do Sudoeste Mexicano.

Comissão Sexta, Newbie but On-Line, do EZLN.

(Com muito largura de banda, meu bem, ao menos no que a cintura se refere -oh, yes, nerd and fat is hot-)

Julho de 2017.

 

[Oficina] Segurança Digital para Ativistas em Belo Horizonte!

Atualmente a tecnologia permeia nossas vidas: temos smartphones em nossos bolsos, smartTVs em nossas salas, câmeras de vigilância por toda a cidade, reconhecimento facial no transporte público, e redes sociais para nos conectar a isso tudo. Mais do que isso, a tecnologia media boa parte das nossas interações: nossas amizades, nossas conversas, nossos eventos, nosso consumo e até mesmo nosso ativismo.

Todos os nossos dados estão expostos e sendo filtrados por métodos de vigilância de arrasto. Quando nos engajamos na luta para promover uma mudança social, nossos dados estão ainda mais em risco. É imprescindivel que tenhamos noções básicas de autodefesa digital e retomemos o poder de escolher o que queremos compartilhar e com quem.

Os coletivos Coisa Preta e mar1sc0tron promovem uma Oficina de Segurança Digital para Ativistas na Infoshop A Gata Preta, no sábado, 15 de julho, em Belo Horizonte. Vamos falar um pouco sobre a estrutura básica da comunicação pela internet, cultura de segurança, segurança da informação e ferramentas de autodefesa digital.

A Gata Preta fica no Edificio Maletta, na Rua da Bahia, 1148 sobreloja 35, Centro – Belo Horizonte.
A oficina inicia às 16h.
Traga seu computador e celular para instalarmos algumas das ferramentas que vamos estar apresentando.
A atividade é gratuita, mas haverá uma caixinha de colaborações espontâneas para cobrirmos os custos do evento.

Primeiro Mural do Coletivo PinteLute Florianópolis – Por um mundo livre de manicômios e cárceres!

| FLORIANÓPOLIS |

Essa semana o primeiro mural do PinteLute Florianópolis foi finalizado. Assim, inauguramos mais um núcleo em Santa Catarina.

O mural foi realizado em conjunto com os pacientes do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, é uma homenagem a um senhor que vive recluso há 33 anos no HCTP. Nele, R. segura algumas verduras que ele cultiva na horta da penitenciária.

Esse será o primeiro de muitos murais no HCTP e nas ruas.

SEMEAR SOLIDARIEDADE E COLHER RESISTÊNCIA

Por um mundo livre de manicômios e cárceres!!!

PINTAR E LUTAR!!!

PELA LIBERDADE DE VIVER E LUTAR EM 1964, 2017 E SEMPRE

No dia 31 de março de 2017, Florianópolis não se calou: denunciou as atrocidades da ditadura instalada com o golpe civil-militar de 1964 e também as atrocidades do período dito democrático, onde a violência de Estado e a criminalização das lutas continuam vigentes.

Em plena Avenida das Revoltas, em frente ao TICEN, local histórico das mobilizações na cidade, a performance teatral “Passos da Memória” trouxe à luz dos tempos atuais os perigos que o estado de exceção produz. Torturas, assassinatos, perseguições políticas, terrorismo de Estado, criminalização das lutas sociais e aumento da violência nas comunidades periféricas da cidade e do campo.

Caminhamos pelas ruas do centro de Florianópolis, passando por espaços de memória, encenando histórias sobre personagens que marcaram a luta contra a ditadura. Refletimos sobre o que não mudou até hoje: denunciamos as ações violentas sistemáticas da Polícia Militar de Santa Catarina em tratar a pobreza como crime e alvo de repressão violenta, principalmente com a população em situação de rua, as comunidades negras e indígenas, as comunidades periféricas da cidade. 

A apresentação de teatro teve como inspiração momentos de revolta insurgente do povo de Florianópolis, como a Novembrada de 1979 e as Revoltas da Catraca em 2004 e 2005. Sob a proteção da grande figueira centenária, lembramos a resistência histórica e cotidiana do povo da rua e dos povos indígenas. Denunciamos símbolos do genocídio aos povos indígenas, como uma estátua na Praça XV que homenageia o Coronel Fernando Machado – um dos responsáveis por assassinatos em massa do povo guarani na Guerra do Paraguai. Apenas um momento dos 525 anos de genocídio indígena por todo nosso continente, que continua até hoje!
A memória de muitas vidas de lutadorxs nos moveu ao Instituto Arco Íris de Direitos Humanos, onde outras companheiras e companheiros prepararam uma exibição de vídeo, abrindo espaço para debatermos sobre a escalada repressiva dos últimos anos. Estavam presentes professoras, advogadas, estudantes, desempregadas/os. Gente vinda direto das lutas camponesas, movimento da população de rua, sindicatos, movimento estudantil, enfim, gente que vive as ruas como realidade, resistência e utopia.

Compartilhamos, em uma roda de conversa aberta, relatos sobre os ataques que cada movimento ali presente estava sofrendo em termos de criminalização de suas lutas pelo Estado. O MST apresentou os vários casos que vem sofrendo no último período, incluindo companheiros do Paraná que seguem presos nesse momento. Militantes que estiveram no Bloco de Lutas de Porto Alegre relataram o caso dos seis acusados do Bloco, uma perseguição política nítida que envolve risco real de condenação. A população de rua também trouxe os relatos da violência cotidiana sofrida pela mão da Guarda Municipal de Florianópolis, quando pertences são confiscados ou o povo da rua é expulso a socos e pontapés do Centro da cidade.
Terminamos nossa atividade no dia 31 de março com mais uma demonstração de luta e resistência das ruas: uma batalha de rap das minas organizada pelo grupo Trama Feminina, surgido a partir da Batalha de Rap das Minas. A Batalha das Minas se mantém firme todo sábado no Centro de Florianópolis, criando espaço de fala e de trocas de ideias, enfrentando o elitismo e a limpeza social, assim como enfrentando o machismo estrutural que expulsa as mulheres desses espaços, pois não suporta ver as minas e pessoas “fora do padrão” ocupando o espaço público – com sua existência, suas ideias, visões críticas, com sua arte. 

Nossa motivação coletiva para organizar essa atividade foi o recente avanço do processo contra os seis militantes do Bloco de Lutas pelo Transporte Público de Porto Alegre, acusados de liderar as manifestações em Junho de 2013, sofrendo ameaças sérias de condenação por até 20 anos em um processo repleto de irregularidades e perseguição política.Nos juntamos para pensar o que fazer em defesa dessxs companheiras/os: produzimos a nota coletiva que acompanha esse texto e articulamos novas reuniões entre esses movimentos, buscando manter vigília ativa em sua defesa, sem abandonar nunca nossas batalhas cotidianas em tempos de ataques brutais aos trabalhadores e trabalhadoras. Convidamos todas as entidades, movimentos e grupos para se somar a nós nessa tarefa de solidariedade e resistência coletivas!

LUTAR NÃO É CRIME!
SOLIDARIEDADE É MAIS DO QUE PALAVRA ESCRITA!